terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Conversão de São Paulo
Santo do Dia 25 de Janeiro

Conversão de São Paulo, o apóstolo dos gentios

São Paulo, buscava identificar cristãos, prendê-los e acabar com o Cristianismo

O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o [Santo Estevão] apedrejam, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus.

Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.
Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’. Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão’. Trêmulo e atônito, disse Saulo: ‘Senhor, que queres que eu faça?’ respondeu-lhe o Senhor: ‘Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer'”.

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos.

São Paulo de Tarso, rogai por nós!

“Se faz caminho ao andar”



Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)


Com esta frase de um poema do escritor Antônio Machado , espanhol falecido no México como exilado, queremos refletir sobre a importância do ato de caminhar.n Adriano Labucci diz que o caminhar implica num triplo movimento: não nos apressar, acolher o mundo e não nos esquecer de nós mesmos no caminho. O mesmo autor acrescenta mais adiante: não existe nada mais subversivo, mais alternativo ao modo de pensar e agir hoje dominante.

De fato caminhar é resistir, e colocar de novo em contato os pés na terra, para viver em constante êxodo e resgatar a condição de andarilho. É acreditar no convite de Deus a Abrão: Lekh lekhà (vai-te) e como Enzo Bianchi, comentou; vá até você mesmo, uma viagem por tanto interior e externa como missão e tarefa. São Francisco foi nominado pelo seu biógrafo, Tomás Celano, um feliz viajante e nos ensina o caminho da alegria, simplicidade e comunhão com todas as criaturas. Dorothy Day se iniciou na oração e na justiça social caminhando nos subúrbios operários de Chicago e Nova York.

O irmão Roger de Taizé nos propõe caminhar com confiança e mansidão para a unidade. Martin Luther King fez várias caminhadas defendendo a dignidade e a justiça racial lutando contra a discriminação. Mas quantas pessoas anônimas como uma velhinha de camisa azul e tênis surrado, que caminhava levando nas costas a seguinte frase: peregrina da paz, 25000 milhas a pé pela paz; fazem-nos entender a profecia deste gesto?

Ela tinha deixado tudo, uma posição confortável bens e moradia para caminhar conhecendo pessoas e passar a mensagem da paz e do amor. Caminhar não só é uma atividade muito saudável, mas plenamente humana porque nos insere no mundo, e nos faz recuperar a percepção verdadeira do espaço e do tempo. Quando caminhamos clareamos o sentido da vida, o para onde vamos e qual o objetivo da nossa missão. Aprendemos a profunda sabedoria daquele pensamento de Mahatma Ghandi: não há caminho para paz, a paz é o próprio caminho. Finalmente gostaria de afirmar que o caminhar é uma experiência de profunda trascendência e misticismo porque nunca caminhamos sozinhos, mas na companhia daquele que se apresenta não só como amigo e irmão da jornada, senão o próprio Caminho que leva ao Pai, Jesus Cristo o ponto de partida e de chegada da nossa peregrinação na Terra. Deus seja louvado!
 
Reunião do regional Nordeste 3 aborda problemas no sistema prisional




Na pauta, a superlotação e a falta de políticas públicas dentro dos presídios baianos
A presidência do regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a coordenação regional da Pastoral Carcerária reuniram-se, na quarta-feira, em Salvador (BA), para discutir meios de amenizar os problemas existentes no sistema prisional do estado da Bahia.

A segurança dos internos, tendo em vista os últimos acontecimentos em que presos foram mortos dentro de presídios brasileiros por causa de problemas como superlotação e maus tratos, foi o principal assunto do encontro. De acordo com o assessor jurídico da Pastoral Carcerária do regional Nordeste 3, Davi Pedreira, os presídios da Bahia estão em estado crítico e precisam de mais atenção do governo. “A Bahia tem o dobro ou o triplo de presos na cadeia, ou seja, numa cela que cabem dois, tem cinco, seis ou sete presos, destaca o assessor.

Segundo a pastoral, a Bahia tem 60% de presos provisórios que aguardam julgamento presos. “O direito prevê, na sua concepção acadêmica, que o preso só ficasse preso provisoriamente sem ser julgado em casos excepcionais, mas é tão lenta a justiça baiana que 60% de presos estão sendo julgados ainda”, disse o assessor.

A Pastoral Carcerária tem solicitado uma agenda com o governador da Bahia, Rui Costa, para apresentar um documento com as sugestões e prioridades apontadas durante a reunião. O bispo de Serrinha (BA) e referencial da Pastoral Carcerária no regional Nordeste 3, dom Ottorino Assolari, ressaltou a importância de ter um apoio do governo diante da situação pela qual os presídios estão passando. “Nós queremos ir até o governador para que assuma pessoalmente a responsabilidade dos presídios, porque cabe a ele assumir pessoalmente e a situação é grave aqui na Bahia… tem muitos problemas e poderia de uma hora pra outra ter uma bomba de repente, sem previsão nenhuma. Mandamos o convite ao governador, porque o quanto antes tivermos uma resposta, mais rápido o problema poderá ser resolvido. Nós esperamos que através disso possamos ficar com mais tranquilidade”, contou o bispo.

Na reunião ainda foram discutidos os problemas nas políticas públicas dentro do próprio presídio. A intenção é que aumente o número de escolas, melhores condições de trabalho para os presos, além da diminuição do excesso de prisões provisórias. Outra sugestão apontada é a possibilidade de realizar convênios com universidades que disponibilizem estagiários do curso de direito, para que os estudantes possam dar suporte ao sistema judiciário prisional.

Participaram do encontro o bispo de Camaçari (BA) e presidente do regional Nordeste 3 da CNBB, dom João Carlos Petrini; o bispo auxiliar de Salvador e secretário geral do regional, dom Gilson Andrade da Silva; o arcebispo de Feira de Santana, dom Zanoni Demettino Castro; o bispo de Serrinha e referencial da Pastoral Carcerária no regional Nordeste 3, Dom Ottorino Assolari; o coordenador estadual da Pastoral, Franco, o assessor Jurídico, Davi Pedreira; além de outros dirigentes da Pastoral Carcerária a nível estadual.

Com informações do regional Nordeste 3
Fotos: Lilian Kastro
Homilia Diária

            Pertencemos à família de Jesus!

A família de Deus é formada por todos aqueles que buscam conhecer Sua vontade e a coloca em prática na sua vida

“Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3,34-35).
Que bom sermos da família de Jesus, sermos irmãos, parentes d’Ele! Que bom estarmos unidos a Ele! Veja que maravilha, não é uma questão sanguínea, de parentesco próximo e familiar que nos une a Jesus, mas é outro grau de familiaridade que nos une ao Senhor.
A família de Deus é formada por todos aqueles que buscam conhecer Sua vontade e a coloca em prática na sua vida. Esses laços nunca se rompem, são eternos, não são laços frágeis, que se rompem a qualquer vento. Se procurarmos com autenticidade, verdade e seriedade, colocar em prática a Palavra de Deus em nossa vida, seremos cada dia mais próximos, íntimos e familiares a Jesus.
O Senhor deseja que sejamos realmente Seus irmãos, que sejamos Sua família! “Quem sou para ser irmão de Jesus?”. Não fomos nós quem escolhemos ser irmãos d’Ele, foi Ele quem desceu até nós para nos tornar irmãos em primeiro lugar, e para dizer que, pela condição humana, nós também nos unimos a Ele.

Deus é Pai de todos nós e Seu filho único e eterno, Jesus, assumiu ser um de nós na condição humana, assumiu nossa materialidade, nossa carne humana.
Como nos unimos a Jesus? Fazendo aquilo que Ele veio nos ensinar.

É preciso dizer que muitos parentes de Jesus, muitos daqueles que eram consanguíneos a Ele, não colocaram em prática a vontade do Pai. Então, não basta ter esse privilégio, não basta dizer: “Eu sou parente d’Ele!”. Não basta dizer que é até sobrinho do Papa. Isso não salva ninguém, pelo contrário, é até uma responsabilidade. Não nos prendamos aos laços sanguíneos, mas aos laços eternos. Aquilo que é feito em Deus, colocado n’Ele é para sempre!

Para ser para sempre de Deus é preciso, no dia chamado ‘hoje’, no tempo que é agora, colocarmos em prática a vontade d’Ele. É um esforço, é uma luta, uma determinação de vida, um empenho de coração para que, na nossa vida, possamos colocar em prática a vontade do Senhor.
Por favor, não sejamos aquelas pessoas insensatas que ouvem a Palavra de Deus, que dizem que é muito bom, muito bonito, que é isso mesmo, mas não se empenham em transformar a própria vida.
Sabe, meus irmãos, é verdade que Deus compreende os nossos limites, as nossas fraquezas e tem piedade de todas elas. Mas não basta ficar lamentando as fraquezas e os limites. É preciso um esforço humano, contando com a graça sobrenatural de Deus, para que a vontade d’Ele vença a nossa vontade.
Dentro de nós, muitas vezes, há uma má vontade, uma vontade mal inclinada para o maligno e para as coisas erradas. Precisamos mudar essa vontade, precisamos dobrar nossa vontade para que ela se dobre, incline-se para a vontade de Deus. Isso sim nos faz familiares de Deus, coloca-nos na família de Jesus!

Deus abençoe você!

Santo do Dia  

São Francisco de Sales

São Francisco de Sales, doutor da Igreja

São Francisco é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana

Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.

Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.
Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.

São Francisco de Sales, rogai por nós!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia
Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia



É importante que, ao longo do dia, você reserve um tempo para fazer pequenas orações

“És tu, Senhor, o meu único bem.” (Cf. Sl 16[15],2)
Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que é melhor falar “com Deus” do que “de Deus”, porque, no diálogo com os outros, sempre é possível infiltrar o amor próprio. Ela tem razão. No entanto, para dar um testemunho aos outros, precisamos também falar de Deus.

É certo que, acima de tudo, devemos amar a Deus com aquele amor que é a base da vida cristã e que se exterioriza na oração, na atuação da sua vontade. Portanto, falar com os próximos, sem dúvida, mas sobretudo falar com Deus.
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Como falar com Ele?

Simplesmente recitando as orações de todo cristão, mas também examinando, durante o dia, por meio de alguma oração-relâmpago, se o nosso coração está realmente voltado para Ele, se é Ele o ideal da nossa vida; se lhe damos de fato o primeiro lugar no nosso coração, se O amamos sinceramente com todo o nosso ser.

Refiro-me àquelas orações breves que são aconselhadas especialmente às pessoas que vivem no mundo e não dispõem de tempo para rezar demoradamente. São como flechadas de amor que partem do nosso coração em direção a Deus, como dardos de fogo: são as assim chamadas “jaculatórias” que, etimologicamente, significam exatamente dardos, flechas. Elas são um meio excelente para reconduzir continuamente o nosso coração a Deus.

Na liturgia eucarística deste mês, na Igreja Católica, encontramos um versículo estupendo, que pode ser considerado uma jaculatória e que ilustra bem o nosso caso: “És tu, Senhor, o meu único bem.”

Faça a experiência de orar durante seu dia

Façamos a experiência de repeti-lo durante o dia, sobretudo quando os diversos apegos ameaçarem desviar o nosso coração para coisas, para pessoas ou para nós mesmos.
Digamos: “És tu, Senhor, o meu único bem, não aquele objeto, nem aquela pessoa, nem eu mesmo; tu– e nada mais– és o meu único bem”.

Experimentemos repeti-lo quando a agitação ou a pressa quiserem nos levar a não fazer bem a vontade de Deus do momento presente: “És tu, Senhor, o meu único bem; portanto, a tua vontade– e não aquilo que eu quero –é o meu bem”.

Se a curiosidade, o amor próprio ou as mil atrações do mundo estiverem para comprometer o nosso relacionamento com Deus, digamos-lhe com todo o coração: “És tu, Senhor, o meu único bem; e não estas coisas, com as quais a minha avidez e o meu orgulho desejariam satisfazer-se!”.

Experimentemos, então, repeti-lo com frequência. Experimentemos repeti-lo quando alguma sombra ofuscar a nossa alma ou quando a dor bater à porta. Será um modo de nos prepararmos para o encontro com ele.

“És tu, Senhor, o meu único bem”. Essas simples palavras nos ajudarão a ter confiança nele, nos exercitarão a conviver com o amor. Assim, sempre mais unidos a Deus e plenificados por ele, colocaremos e recolocaremos as bases do nosso verdadeiro ser, feito à sua imagem.

Desse modo, tudo correrá bem na vida, no sentido certo. Então, sim, quando falarmos, o que dissermos não serão apenas palavras ou, pior ainda, tagarelice: também as palavras serão “dardos” capazes de abrir os corações, para que eles acolham Jesus.

Façamos, então, a experiência de colher todas as ocasiões para pronunciar essas simples palavras. No final do dia, teremos certamente a confirmação de que elas se tornaram um remédio, um tônico para nossa alma. Como diria Santa Catarina de Sena,– fizeram com que o nosso coração se tornasse uma chama viva.

Chiara Lubich – Fundadora do Movimento Focolare

Cotidiano é lugar de encontro com Jesus, diz Papa no Angelus


“O Senhor se revela a nós não de forma extraordinária ou estrondosa, mas no cotidiano da nossa vida”, disse o Papa

Da redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, 22, o Papa Francisco falou da passagem do Evangelho que narra o início da pregação de Jesus na Galileia.
Segundo o Papa, Jesus anuncia o Reino de Deus que não comporta a instauração de um novo poder político, mas a concretização da aliança entre Deus e o seu povo que dará inicio a uma estação de paz e justiça.

“Uma aliança que requer a conversão de cada um transformando o próprio modo de pensar e de viver –  a transformação do pensamento e dos costumes”, insistiu Francisco, dizendo que a diferença entre Jesus e o profeta João Baptista  – que nos foi apresentado nos domingos anteriores – está no estilo e o no método.

“Jesus opta por ser profeta itinerante. Não fica à espera das pessoas, mas vai ao seu encontro. As suas primeiras saídas missionárias  dão-se  ao longo das margens do lago da Galileia, em contato com a multidão, de modo particular os pescadores”, explicou.

Ali Jesus proclama a vinda do Reino de Deus e procura companheiros para a sua missão de salvação. Ali encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. Convida-os a segui-lo, pois que “os fará pescadores de homens”
O chamado, sublinhou Francisco, chega enquanto estão em plena atividade quotidiana, porque “o Senhor se revela a nós não de forma extraordinária ou estrondosa, mas no cotidiano da nossa vida”.
“É ali que devemos encontrar o Senhor, dialogar com Ele em nosso cotidiano e mudar a nossa vida”, acrescentou,  fazendo notar que a resposta dos quatro pescadores foi imediata e sem hesitação: abandonaram as redes e seguiram Jesus.

“Assim, nas margens do lago, numa terra impensável, nasceu a primeira comunidade de discípulos de Cristo. E nós cristãos, temos  hoje a alegria de proclamar e dar testemunho da nossa fé, graças àquele primeiro anúncio e àqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente  à chamada de Jesus”, disse o Papa, com este desejo:

“A consciência destes inícios suscite em nós o desejo de levar a palavra, o amor, a ternura de Jesus a todos os contextos, mesmo nas mais impérvias e refratárias. Levar a palavra a todas as periferias. Todos os espaços da vida humana são terrenos onde deitar a semente do Evangelho, a fim de que dê frutos de salvação”.

Vítima de avalanche na Itália


O Papa exprimiu mais uma vez a sua proximidade aos que estão na Itália central, afetados nos dias passados por mais um terremoto e por fortes avalanches.

“Estou próximo com a oração e com o afeto às famílias que tiveram vítimas entre os seus entes queridos. Encorajo aqueles que estão empenhados, com grande generosidade, nas obras de socorro e de assistência, assim como as igrejas locais que fazem de tudo para aliviar os sofrimentos e as dificuldades. Muito obrigada por esta proximidade e pelo vosso trabalho” .

E Francisco convidou a rezar uma Ave Maria pelas vítimas e pelos socorristas.

Ano Lunar no Oriente


O Papa recordou também que no Extremo Oriente, milhões de homens e mulheres se preparam para festejar no próximo dia 28 deste mês, a festa do fim do Ano Lunar. Enviou saudações e votos de que a “alegria do amor possa difundir-se no seio de cada família e dali a toda a sociedade, esperando que haja respeito uns pelos outros, comunicação e o cuidar-se uns dos outros desinteressadamente”.
Homilia Diária


Temos de ser contra aquele que nos divide

Tudo o que se divide se destrói, tudo o que se divide vai se eclodindo por si mesmo, tirando a graça e a beleza da unidade

“Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, não poderá manter-se” (Marcos 3, 24-25).
Hoje, a Palavra de Deus nos chama a uma reflexão sobre o mal da divisão, pois essa é diabólica e demoníaca. Dividir as pessoas, as famílias, a Igreja, os cristãos; todo o trabalho de divisão da humanidade é um trabalho do mal. O mal quer nos dividir, quer nos colocar uns contra os outros.

Desde o princípio, dois irmãos: Caim se colocou contra Abel e dividiu sua família. Se olharmos nos dias de hoje, não existe mal maior que destrói a nossa humanidade do que o terrível joio da divisão, que destrói nossas casas, nossas famílias e comunidades; destrói a unidade do Corpo de Cristo e nossos relacionamentos. Por isso, uma coisa é muito importante: é preciso distinguir divisão de diversidade.

As pessoas podem ter diversidade de opiniões, podem ter opiniões divergentes, pensar diferente. O que não podemos é transformar essa semente do pensar diferente no joio maldito da divisão, porque tudo que se divide se destrói, tudo o que se divide vai eclodindo por si mesmo, tirando a graça e a beleza da unidade.

O Reino de Deus não se conjuga com o mal, porque ele destrói ou quer destruir a força do bem que há em nós. O mal nunca será maior que o bem, mas quando queremos servir o bem e o mal, ou permitimos que as obras do mal estejam em nós, que o maligno exerça fascínio sobre nós, somos os primeiros a ficar divididos. Queremos fazer o bem, mas estamos fazendo o mal; queremos semear o bem, mas estamos seguindo o reino das trevas. Queremos ser pessoas do bem, do amor e da concórdia, mas estamos vivendo, muitas vezes, o ódio, o ressentimento, o rancor. Isso para você perceber que a divisão começa dentro de nós.

Não podemos nos dividir, porque, se nos dividirmos, não seremos pessoas inteiras e plenas, como Deus quer e nos criou dessa forma. Não é questão de dividir o coração, mas de purificar nossa alma, nosso coração, nossa vida, nossos relacionamentos e tudo aquilo que fazemos para não estarmos a serviço do mal, e o mal não nos dividir.
Deus não quer que sua casa nem sua família sejam destruídas, Ele não deseja que elas acabem; então, cuide para que a semente da discórdia, da divisão e do mal não estejam permeando sua casa.
Não podemos ficar nos gladiando, atacando-nos, jogando culpa em cima dos outros e virar aquela bagunça, aquela baderna. “Sou contra esse. Sou contra aquele.” Não é isso! Temos de ser contra aquele que nos divide.

Quem pensa diferente de nós, quem não tem os mesmos pensamentos, tem o nosso respeito. Brigamos apenas contra o reino das trevas, mas entre nós precisamos nos amar. Não podemos permitir, de forma nenhuma, que o divisor, que a palavra “diábulos”, que semeia a divisão no meio de nós, vença. Mas que a Palavra de Cristo opere a unidade e a união.

Volto a dizer: união não é todo mundo pensar igual ou fazer igual. Há uma beleza incrível na diversidade, há uma beleza maravilhosa até nos dedos de nossas mãos, cada um é diferente do outro, cada um têm uma função, cada um têm uma importância; e não precisa brigar, porque um é mais bonito que o outro.

Precisamos entender que cada um tem uma riqueza a dar e não podemos dividir.
Deus abençoe você!
Santo do Dia

Santo Ildefonso

São Ildefonso

Santo Ildefonso, um homem revestido de humildade, de oração na vida sacramental

Nasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades.

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre.

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem. Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho.

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo.

Santo Ildefonso, rogai por nós!

domingo, 22 de janeiro de 2017



  
COM RELIGIÃO NÃO SE BRINCA


Para nós, crentes em Jesus, o milagre existe. Deus intervém. Mas não quando queremos, nem quando garantimos o dia, a tarde, o lugar e a hora. Aí, já é brincar com Deus. Jesus fez muitos milagres e se negou a fazê-los quando gente maldosa os queria para seus interesses. Deu-se o mesmo com os discípulos. Foram severos contra os aproveitadores da fé.

O milagre é de Deus, dado por meio de quem não se aproveita dele e para quem precisa de verdade. Não é para pregador se exibir anunciando como milagre o que não é, nem foi. Infelizmente muitos fiéis e pregadores se exibiram através dos milagres, que em geral se revelaram falsos. Jesus já prevenira contra esse tipo de gente que brinca com profecias, visões, milagres ou poderes, exibindo seus dotes de taumaturgos, videntes ou exorcistas.

Hoje com a televisão, a tentação ficou maior. Andam expulsando até o demônio da unha encravada. Há muita gente dizendo que viu o que não viu, anunciando visões de aparições que não existiram e milagres que não foram milagres. Um olhar atento mostra que anunciaram depressa demais o milagre por eles realizado, e apareceram no grupo ou na mídia como gente de poder. Depois ou se revela engano, ou embuste. A maioria nunca pediu desculpas. Mas prosseguiram enganando.

Milagre, aparição, revelação é coisa séria. Cuidado com quem diz que Deus lhe falou! Dê um tempo. Saberá se foi verdade.


Pe. Zezinho scj
Conselhos do Papa Francisco para a educação dos filhos - 1600x1200
Conselhos do Papa Francisco para a educação dos filhos


Papa Francisco dá bons conselhos para a educação dos filhos

“Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso agrada ao Senhor. Pais, não irriteis vossos filhos, para que eles não percam o ânimo” (Colossenses 3,20-21).

No versículo apresentado acima, São Paulo nos ajuda a perceber o quão tênue é, na educação, a linha entre a firmeza necessária e a rigidez exagerada. Os pais são chamados a educar seus filhos numa época em que se observa uma grande parcela de famílias que abrem mão desse processo educativo para as escolas ou igrejas. Nossos avós já diziam, com sabedoria, que educação começa em casa ou ainda que se herda de berço. De acordo com o Papa Francisco, a família tem a característica essencial, portanto, “vocação natural de educar os filhos para que cresçam na responsabilidade de si e dos outros”.

Foto: 20878569, Milan Zeremski, By iStock getty images

Pais e filhos

O trecho apresentado na Carta de São Paulo aos Colossenses apresenta uma regra sábia:
“…o filho que é educado a escutar os pais e a obedecer aos pais, os quais não devem operar de maneira bruta, para não desanimar os filhos. Os filhos, de fato, devem crescer sem se desanimar, passo a passo. Se vocês pais dizem aos seus filhos: ‘Vamos subir nessa escada’ e pegam a mão deles e passo após passo os fazem subir, as coisas irão bem. Mas se vocês dizem: ‘Vá em frente!’ – ‘Mas não posso’ – ‘Vá!’, isso se chama irritar os filhos, pedir aos filhos as coisas que não são capazes de fazer. Por isso, a relação entre pais e filhos deve ser de uma sabedoria, de um equilíbrio tão grande. Filhos, obedeçam aos pais, isso agrada a Deus. E vocês pais, não irritem os filhos, pedindo-lhes coisas que não podem fazer. E isso é necessário ser feito para que os filhos cresçam na responsabilidade de si e dos outros”.

Investir tempo na educação

Entre as dificuldades enfrentadas por muitos pais, Francisco recorda a falta de tempo. “É difícil educar para os pais que veem os filhos somente à noite, quando voltam para casa cansados do trabalho”, reconhece. Por outro lado, em épocas de crise, o Santo Padre reconhece que são bem-aventurados aqueles que têm um emprego para sustentar seu lar.

Filhos reféns de separações

O Papa elenca ainda desafios como a separação; porém adverte que jamais o filho pode ser tomado como “refém” nessa situação. “Tantas vezes o filho é tomado como um refém, e o pai fala mal da mãe e a mãe fala mal do pai, e isso faz tanto mal”, exorta.
“Digo aos pais separados: nunca, nunca, nunca tomem o filho como refém! Vocês se separaram por tantas dificuldades e motivos, a vida deu essa prova a vocês, mas os filhos não sejam os que levam o peso dessa separação, não sejam usados como reféns contra o outro cônjuge, cresçam ouvindo que a mãe fala bem do pai, embora não estejam juntos, e que o pai fala bem da mãe. Para os pais separados, isso é muito importante e muito difícil, mas podem fazê-lo”.

Como educar?

Diante dessa pergunta, o Papa Francisco apresenta uma outra questão: “Quais tradições temos hoje para transmitir aos nossos filhos?”. O Pontífice apresenta um balanço dessa busca por educação na história, ao destacar que intelectuais “críticos” silenciaram os pais para defender as jovens gerações de danos – verdadeiros ou presumidos – da educação familiar. Entre os erros, autoritarismo, favoritismo, conformismo e repressão afetiva.

Educar, papel de quem?

O Santo Padre reconhece que a parceria na educação entre família e escola foi rompida por uma ameaça da confiança recíproca. Constata-se que, por exemplo, foram afetadas as relações entre pais e professores na escola. Diante dessa fragilidade e pouca busca por conhecimento ou imaturidade, muitos pais estão abrindo mão de sua responsabilidade e atribuindo aspectos da educação a pessoas que se dizem “Superespecialistas” em vida afetiva, personalidade e desenvolvimento. Privados do seu papel, o resultado tem sido pais excessivamente apreensivos e possessivos na relação com eles chegando ao ponto de nunca corrigir os filhos. Ao dar ouvidos a essas orientações que se vê em programa de TV apelativos, os pais colocam os filhos no canto sozinhos, correndo o risco de se autoexcluir da vida deles. O Papa afirma que atitudes desse tipo são gravíssimas já que os filhos necessitam de limites e correção.

Eu recordo um acontecimento pessoal. Uma vez, quando eu estava na quarta série, disse uma palavra feia para a professora; ela, uma mulher brava, chamou minha mãe. Ela foi no dia seguinte à escola. Falaram entre si e depois fui chamado. Minha mãe, diante da professora, explicou-me que aquilo que eu fiz foi uma coisa ruim, que não se devia fazer. A mãe fez isso com tanta doçura e me pediu para pedir perdão, diante dela, à professora. Eu o fiz e depois fiquei contente, porque disse: “terminou bem a história”. Imaginem vocês se a professora faz uma coisa desse tipo! No dia seguinte, os pais a reprova, porque os “especialistas” dizem que as crianças não devem ser repreendidas assim. As coisas mudaram! Mas os pais não devem se autoexcluir da educação dos filhos.

Um risco apresentado pelo Papa Francisco é a falta de tempo gerada pelo excesso da carga horária de trabalho. Ele observa que a vida se tornou mesquinha de tempo para falar, refletir e confrontar-se. Muitos pais e mães “sequestrados” pela vida profissional e outras preocupações sentem-se envergonhados em admitir que a chegada dos filhos traz novas exigências. Diante dessa ausência, muitos pais se aventuram em um “dialoguismo” superficial, não levam a um verdadeiro encontro da mente e do coração. Aí, o Papa propõe algumas reflexões:

“Procuramos entender ‘onde’ os filhos estão verdadeiramente em seu caminho? Onde está realmente a alma deles, sabemos? E sobretudo: queremos saber? Estamos convencidos de que esses, na realidade, não esperam outra coisa?”

Comunidades cristãs como apoio à missão educativa

O Santo Padre chama a atenção das comunidades cristãs para a responsabilidade de oferecer apoio à missão educativa das famílias, à luz da Palavra de Deus.
“Na base de tudo está o amor, aquele que Deus nos dá, que ‘não falta com respeito, não procura o próprio interesse, não fica com raiva, não faz conta do mal recebido… Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta'(1 Cor 13,5-6)”.

Suportar-se em família

Como acontece nas melhores famílias, o Papa diz que é preciso paciência para se suportar e que não há fórmulas prontas, porque a vida se faz na realidade. E aqui recordamos nossos pais que conseguiram transmitir a educação a nós com tanta simplicidade. Pais cristãos cheios de sabedoria humana mostram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. Tal ensinamento provoca uma “irradiação social”, que permite compensar lacunas, feridas, vazios de paternidade e maternidade. Esse amor que se transforma em “irradiação” pode fazer autênticos milagres como podem ser vistos na Igreja todos os dias.

Pais e mães retornem do exílio

“Desejo que o Senhor dê às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessárias para a sua missão. Se a educação familiar encontra o orgulho do seu protagonismo, muitas coisas mudarão para melhor, para os pais incertos e para os filhos desiludidos. É hora dos pais e das mães retornarem do seu exílio – porque se exilaram da educação dos filhos – e reassumirem plenamente o seu papel educativo. Esperamos que o Senhor dê aos pais esta graça: de não se autoexilar na educação dos filhos. E isto somente o amor, a ternura e a paciência podem fazer.
Santo do Dia
São Vicente

São Vicente, um grande pregador da Palavra de Deus

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.
Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus.

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

São Vicente, rogai por nós!
Nossa vida precisa de conversão diária

Precisamos de conversão e mudança de vida a cada dia

Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mateus 4, 17).

Hoje, a Palavra de Deus nos mostra que Jesus deixou Sua terra, Nazaré, onde cresceu e foi criado. Partiu para outra região, próxima ao mar da Galileia, foi viver em Cafarnaum. Ali foi sua residência e dali Ele partiu para evangelizar e anunciar o Reino de Deus, proclamar que o Reino está acontecendo, que está próximo.

Vemos duas coisas importantes na missão de Jesus. A primeira é, justamente, esse apelo na Sua pregação: “Convertei-vos!”. Toda pregação precisa ser um apelo à conversão, à mudança de vida. Toda palavra de Deus, que vem ao nosso encontro, é para mudar nossas atitudes, nossa mentalidade. Precisamos de conversão diária, precisamos nos converter a cada dia. Não é demais, pelo contrário, precisamos ouvir isso de manhã, à tarde e à noite, e deixar que a Palavra ressoe em nosso coração, para que a conversão aconteça em nós.

Por que precisamos nos converter? Porque o Reino dos Céus está muito próximo de nós, está ao nosso lado, e cada vez que nos convertemos, que nos deixamos convencer pela Palavra de Deus, tocamos no Rei, aproximamo-nos d’Ele, entramos na dinâmica do Reino dos Céus.

O Reino dos Céus é para os convertidos, para almas transformadas, para homens e mulheres mudados e renovados. O Reino dos Céus é o Reino do novo, do renovado; então, não podemos ficar com a velha mentalidade, não podemos ficar apegados aos nossos pecados, não podemos ficar apegados àquela vida velha que tínhamos. Precisamos dessa dinâmica da conversão diária em nossa vida.
Se você olhar para dentro de si, vai perceber que as fragilidades estão nos rodeando a cada dia; e por causa dessas fragilidades, precisamos da graça do Reino dos Céus para nos convertermos, porque estamos expostos ao pecado, à nossa fragilidade.

Muitas vezes, acordamos com um mau humor terrível, acordamos com ressentimentos e mágoas; carregamos dentro de nós aquela vontade de nos vingar, de desejar o mal ao outro. Só a Palavra de Deus nos envolve, leva-nos à uma conversão, para que abandonemos essas trevas. Por isso, acolha o chamado de Jesus hoje!

Precisamos de conversão e mudança de vida a cada dia, porque cada dia é uma decisão. Precisamos abraçar essa graça da necessidade de transformação interior.
Jesus chama os Seus discípulos, convida um, convida outro. Convida Pedro e seu irmão André, que estão ali pescando: “Vinde, eu farei de vocês pescadores de homens”. O chamado de Jesus é: “Segue-me!”.

Jesus está nos dizendo: “Segue-me!”; é um convite doce, suave, mas muito sério. Seguir Jesus é ir atrás d’Ele, é querer aprender com Ele como viver a vida. Cristo tinha muitos admiradores, muitas pessoas que contemplavam o Seu ministério, mas O seguir apenas para alguns seguiram.
Jesus o chamou e chama a cada dia, para que você possa segui-Lo. Ele quer cuidar de você, ensinar a converter sua vida na lógica do Reino dos Céus.

É preciso ter disposição para segui-Lo, é preciso deixar aquilo que não convém à vida de um cristão, para seguir o Senhor da nossa vida!
Hoje, precisamos acender aquela chama do primeiro chamado, o primeiro amor, aquela chama do coração de Deus que se acendeu e incendiou o nosso coração. Se um dia decidirmos segui-Lo, não vamos voltar, vamos seguir adiante, porque é para o Reino dos Céus que somos chamados e convocados. Precisamos nos converter a cada dia!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo


Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.