domingo, 26 de fevereiro de 2017


Tempo da Quaresma

Ter-se-á sempre em vista que a Quaresma constituía preparação para o Tríduo Pascal da Paixão-Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor Jesus, celebrado de quinta-feira à noite até o domingo da Ressurreição.

A Quarta-feira de Cinzas abre este tempo de conversão e de penitência, fazendo a proposta da observância quaresmal da oração, do jejum e da esmola.

Seguem todos os anos os dois domingos com temática fixa, variando apenas conforme os Evangelistas do ano. No 1º Domingo da Quaresma: As tentações de Jesus no deserto; 2º Domingo: a transfiguração do Senhor.

Jesus é o modelo da vida de penitência dos cristãos. O Jesus que jejua, o Jesus que se dedica à oração, deve ser visto à luz do Cristo transfigurado. Toda a caminhada da conversão dos cristãos só tem sentido à luz da ressurreição pregustada no Tabor.

A partir do 3º Domingo temos uma diversificação, conforme os ciclos do Ano A, B e C.

O Ano A apresenta a temática batismal. O Batismo será revivido no Tríduo pascal e especialmente na Vigília.

Se isso é verdade todos os anos, vem tematizado no Ano A. Utilizam-se os Evangelhos de São João. No 3º Domingo: o poço da samaritana; no 4º Domingo: o cego de nascença junto à piscina de Siloé. No 5º Domingo: a ressurreição de Lázaro. As leituras do Antigo Testamento, em harmonia com os evangelhos, apresentam os grandes lances da história da salvação. As leituras do Apóstolo realçam também a temática batismal.

No Ano B, de Marcos, sobressai o mistério da renovação da pessoa humana em Cristo e por Cristo, através da penitência. Seguindo o Cristo no mistério da cruz, o cristão participará de sua ressurreição. Os evangelhos são novamente de João: a restauração do Templo (o corpo de Cristo), Jo 21,13-25; o Cristo exaltado na cruz para a salvação do mundo, Jo 3,14-21; o grão de trigo que precisa morrer para produzir fruto, Jo 12, 20-33. As leituras apresentam tópicos da aliança de Deus com seu povo.

HOMILIA: Coloque seus bens materiais e seus dons a serviço de Deus


Coloque seus bens materiais e seus dons a serviço de Deus, dos irmãos e do Evangelho para um mundo mais fraterno e justo.


“Não podeis servir a Deus e à riqueza. Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida” (Mateus 6, 24-25).

A Palavra de Deus, semeada em nossos corações hoje, nos dá a graça de meditar sobre dois contextos importantes para a nossa vida. O primeiro contexto é: a quem nós servimos? A quem nós estamos a serviço nesta vida, a quem entregamos e dispomos o nosso coração, porque é a quem servimos que colocamos o nosso coração.

Portanto, se queremos servir a Deus, nós não podemos ser escravos do dinheiro nem dominados por ele. Ao contrário, o dinheiro é que tem de estar a nosso serviço e nós é que temos de dominá-lo. Temos que colocar o dinheiro, as riquezas e as posses que temos – sejam elas poucas ou muitas – a serviço do bem, do próximo e do Evangelho para um mundo mais fraterno e justo.

Não podemos ser reféns daquilo que o dinheiro faz com a vida das pessoas. Há muita gente sofrida, machucada, deprimida e que perdeu o sentido da vida porque perdeu tudo o que tinha ou porque não acumulou tudo o que queria. Pessoas escravas da posse, no sentido mais negativo da palavra “dinheiro”, escravas da avareza, do desejo da posse e de sempre ter mais e nunca estar satisfeitas com o que têm.

Confiar em Deus é a segunda dinâmica a que a Palavra de Deus nos chama a nos dispor. O mesmo Deus que provém todos os bens da natureza há de cuidar de nós. Talvez alguém se confunda e queira entender que “providência de Deus” é estar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem, porque do céu cairá o “maná” e o “manjar” para ele sobreviver. Não é isso. A providência de Deus é abençoar o trabalho justo e digno que fazemos; a providência de Deus é multiplicar, é fazer render o nosso empenho para poder dar o melhor de nós a nossa casa.

Muitas vezes, o dinheiro que temos não rende nada. Conheço pessoas que ganham tão pouco e este rende tanto, e também conheço pessoas que ganham muito, mas o muito não dá para nada. A providência de Deus acontece em nossa vida quando permitimos Deus abençoar, cuidar, dispor e prover do que temos não só para o nosso bem, mas para sermos fraternos e para que façamos a graça de Deus também acontecer para outros.

Não confundamos providência com o nós termos algo e o outro não ter nada. Não confundamos providência com poder acumular, ter muitas coisas e nos sentir abençoados, acreditando que aquele que não tem é o amaldiçoado.

A providência é sabermos dispor do que temos para Deus e permitir que Ele o abençoe para usar para o nosso bem, para o bem dos nossos e para o próximo que Deus coloca ao nosso lado!




Deus abençoe!
Padre Roger Araújo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Psicólogo destaca diferença entre conceitos de saúde e bem-estar

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017







Em nova coluna, especialista irá aprofundar temas sobre saúde e bem-estar

Quem tem saúde tem bem-estar?


saúde e bem estar

“O que importa é ter saúde”! Geralmente esta é uma frase presente na mente da maioria das pessoas, esta ideia de que tendo saúde “do resto a gente corre atrás”, não é verdade? Contudo, precisamos nos perguntar qual é o conceito de saúde que temos em mente, o que é ter saúde? Quantas pessoas estando fisicamente perfeitas, não veem sentido na vida e quantas pessoas estando fisicamente debilitadas parecem transparecer uma vitalidade admirável aos olhos de quem as conhece. Saúde e bem-estar são conceitos que podem representar muito mais do que está presente no senso comum.

Existem algumas normas para se encontrar uma definição de saúde. Uma é a norma subjetiva que depende de como a pessoa se sente em relação a alguma dor ou mal-estar, a norma estatística que depende da frequência com que um fenômeno ocorre na população, a norma funcionalista que é aquela que está relacionada às funções relevantes para a vida, a social que é definida através de um consenso sobre os valores sociais e a especialista que é definida por pessoas que estudaram os temas da saúde, como médicos e psicólogos, por exemplo.

Descobertas

Antigamente, nossos avós davam nomes diferentes para algumas doenças, muitas pessoas morriam sem saber explicar qual era a doença que haviam adquirido. Com o passar do tempo a medicina evoluiu e muito desta evolução aconteceu principalmente no século passado, descobrimos novas doenças e desenvolvemos novos medicamentos. Foi também no século passado que a psicologia se desenvolveu oferecendo-nos uma gama ainda maior para entender o conceito de saúde. O que para muitos poderia ser uma tristeza profunda antigamente ou até mesmo algo relacionado a problemas espirituais, hoje a psicologia nos ajuda a entender como diferentes aspectos de uma depressão. 

Descobrimos conceitos que outrora eram completamente desconhecidos para nossos antepassados, ansiedade generalizada, síndrome do pânico, transtornos alimentares, déficit de atenção, bulimia, anorexia, síndrome do pensamento acelerado, quantas são os relativamente novos conceitos de saúde!

A psicologia não apenas descobriu transtornos, mas também os caminhos possíveis para suas causas e tratamentos. O conceito de saúde está tão intimamente ligado à nossa forma de vida diária que nos afeta diretamente em diferentes situações. Quando recebo familiares de pessoas que enfrentam problemas psicológicos em meu consultório, é bem comum perceber o quanto eles mudam a forma de tratarem a pessoa em casa, depois que compreendem melhor que o que ela enfrenta não é simplesmente uma falta de vontade na vida e sim uma depressão, por exemplo, ou quando os familiares compreendem que a constante mudança de humor da pessoa em casa não se deve a uma falta de respeito ou má criação, mas ela foi diagnosticada com bipolaridade e precisa ser tratada. 

Desde o chefe que tem vício de drogas ou de medicamentos, ou que enfrenta crises de ansiedade até o atendente da loja que pode estar passando por um luto ou enfrentando crises de transtorno obsessivo, todo o mundo ao nosso redor pode ser compreendido melhor quando compreendemos o que pode ser ou não saudável.
Como teria sido a história, por exemplo, se no passado as pessoas soubessem identificar personalidades psicopatas antes de as elegerem seus líderes políticos, religiosos ou sociais?

Possivelmente, muitas guerras não teriam acontecido. Quantas relacionamentos foram desfeitos por que não se compreendia que um ou outro poderia estar passando por momentos de profundo estresse e havia desenvolvido a síndrome de Burnout, por exemplo!

Superação

A possibilidade de bem-estar está mais ao nosso alcance do que podemos imaginar. O cientista Stephen Hawking que sofre de uma rara doença que paralisa seus músculos e limita profundamente seus movimentos representa um dos grandes exemplos de como uma pessoa pode continuar encontrando sentido na vida e contribuindo para o desenvolvimento humano, mesmo estando fisicamente enferma. Quantas são as pessoas que presas à diferentes limitações físicas realizam grandes obras em suas vidas ou decidem direcionar suas energias para fazer o bem para as pessoas ao seu redor! Certamente, mesmo enfermas estas pessoas transmitem com seu testemunho de vida, uma alegria que muitas pessoas consideradas fisicamente saudáveis não experimentam. Seria isto o que chamamos de bem-estar?



elisonsantos* Élison Santos, Psicólogo e Palestrante. Atende adultos e adolescentes e é Terapeuta de Casais em São José dos Campos. Realiza aconselhamento psicológico Online através do Skype. É especialista em Análise Existencial e Logoterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Curitiba. Oferece Cursos Online sobre relacionamento e comportamento humano em sua página www.elisonsantos.com. É participante do Programa Trocando Ideias.

Beatos Francisco e Jacinta - Irmãos videntes de Fátima

Santo do Dia


Beatos Francisco e Jacinta


Receberam as mensagens de Nossa Senhora de Fátima e souberam viver suas dores, oferecendo tudo a Virgem

No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos. A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na “Loca do Cabeço” e, depois, na “Cova da Iria”. A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência… Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário. Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (prima de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve”. Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: “Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu”.

Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória. No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do ‘Altar do Mundo’ beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires.

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

Jesus vem em socorro da nossa falta de fé



Precisamos deixar que a fé conduza nossos passos

“Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé” (Mc 9,24)
É a súplica de um pai que precisa muito da cura do seu filho, que tem um espírito mudo, o qual o atormenta desde criança. Quanta coisa já aconteceu com esse menino por causa desse espírito que está agindo nele!

Os discípulos foram e não souberam lidar com essa situação, e isso causou um incômodo em Jesus, porque parece que eles não aprenderam nada. Quando demonstramos incredulidade, não sabendo usar a nossa fé ou não a usamos como graça maior que temos de Deus, estamos desperdiçando a ação d’Ele em nossa vida. 

Esse pai vai pedir, por favor, que o Senhor tenha piedade e o ajude. Jesus diz: “Tudo é possível para quem tem fé”, e a resposta do pai é: “Senhor, eu tenho fé, mas me ajuda, porque minha fé é pouca, fraca, ainda não é suficiente”. 

Que sinceridade desse pai! Ele crê em Jesus, sabe o que Ele pode, mas ainda não tem uma fé tamanha para alcançar a graça ou aquilo que ele está precisando em favor do seu filho. É isso que Deus está querendo nos dizer hoje. 

A fé tudo pode, e precisamos viver dela, precisamos deixar que ela nos guie, conduza os nossos passos. Quando nos desesperamos diante de qualquer situação, é sinal de que a fé está em baixa, escondida ou foi jogada fora. 

Por mais que seja calamitosa, por mais que seja difícil qualquer situação, não podemos deixar que o desespero tome conta do nosso coração nem comande nosso atos e atitudes. Precisamos deixar que a fé grite em nós. 

Pode ser que a nossa fé esteja abalada, fraca, por isso não conseguimos nos expressar, mas podemos dizer como esse pai disse: “Senhor, ajude-me, socorre a minha falta de fé, minha fraqueza, a minha pouca fé. Eu creio, Senhor, e como eu preciso do teu socorro para a minha fé!”. 

Jesus vem em socorro a nossa falta de fé, a nossa fraqueza, ele vem para alimentar nossa fé, para tirar todos os espíritos impuros que nos deixam mudos, que nos permitem falar demais, falar o que não deve ou o que não convém. Não podemos deixar reinar em nós os espíritos impuros, precisamos pela fé expulsar da nossa vida aquilo que não é do Senhor. 

Deus abençoe você!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

PALESTRA MARCA INICIO DAS ATIVIDADES DA FUNDAME EM PAULO AFONSO



Marcando a volta do ano letivo na FUNDAME , foi realizada na  manhã do dia (12) palestra motivacional com Ana Paula . A palestra cujo tema principal foi a importância do professor motivado em sala de aula, pensando na melhor formação dos seus funcionários e voluntários.








ACONTECEU EM  PAULO AFONSO


Missa em ação de graças, pelo Novo Ano, em que se inicia as atividades na Instituição...com a participação das crianças, adolescentes e os que compõem a equipe!!!




São Bento

São Bento: orações milagrosas e santificadoras
      
Oração a São Bento para obter uma graça



Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo a vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições. Que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; afastem-se todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado. Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos, obtendo-nos finalmente que, ao terminar nossa vista neste vale de lágrimas, possamos louvar a Deus.

Oração da Medalha de São Bento

A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!

Oração a São Bento

Ó Deus, Vós que Vos dignastes derramar sobre o bem-aventurado confessor, o Patriarca, o espírito de todos os justos, concedei a nós, Vossos servos e servas, a graça de nos revestirmos desse mesmo espírito para que possamos, com o Vosso auxílio, fielmente cumprir o que temos prometido. Por Jesus Cristo nosso Senhor.

Amém!

Papa destaca que padres precisam estar próximos aos simples






“Nós não somos príncipes, filhos de príncipes, condes ou barões, somos pessoas simples, do povo”, afirmou o Papa Francisco

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado, 18, no Vaticano, cerca de 40 participantes do Capítulo Geral da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição.
O Pontífice saudou toda a congregação, em particular o novo superior geral o Pe. Andrzej Pakula, da Província da Polônia, eleito no último dia 10.

Segundo o Papa, cada Instituto, hoje, deve olhar de forma renovada à Regra, “porque nela e nas Constituições se encontram o itinerário da sequela, qualificado por um carisma específico autenticado pela Igreja”. Francisco convidou os Padres Marianos da Imaculada Conceição a fazerem esta reflexão “com fidelidade ao carisma do fundador e ao patrimônio espiritual de sua congregação, com a mente e o coração abertos às necessidades novas das pessoas.”

Memória

“Devemos ir adiante com as necessidades novas, os novos desafios, mas lembrem-se: não se pode ir adiante sem memória. É uma tensão, continuamente. Se eu quero ir adiante sem a memória do passado, da história dos fundadores, dos grandes, até mesmo dos pecados da congregação, não poderei avançar. Esta é uma regra: a memória. Esta dimensão deuteronômica própria da vida deve ser usada sempre quando se deve atualizar uma congregação religiosa, as constituições”, disse o Pontífice.

O Santo Padre recordou o fundador da congregação, Santo Estanislau Papczynski, canonizado em junho do ano passado. “Ele entendeu plenamente o sentido do ser discípulo de Cristo. Que o seu exemplo seja luz e guia para o caminho do instituto. Com o seu estilo de vida, vocês são chamados a servir e testemunhar Cristo Ressuscitado em todos os lugares onde que a Igreja lhes enviar. O testemunho cristão requer também compromisso com e pelos pobres, um compromisso que caracteriza o seu instituto desde as origens”, sublinhou Francisco

Serviço

O Papa os encorajou a manter viva esta tradição de serviço às pessoas pobres e humildes, através do anúncio do Evangelho, com uma linguagem compreensível, com as obras de misericórdia e o sufrágio dos defuntos.

“Estar próximo às pessoas como a gente, simples”, disse o Papa, recordado uma passagem da II Carta de Paulo a Timóteo: ‘conserva a sua fé sincera, a mesma que havia antes na sua avó, depois em sua mãe’; a simplicidade da mãe, da avô. Este é o fundamento. Nós não somos príncipes, filhos de príncipes, condes ou barões, somos pessoas simples, do povo. Por isso, nos aproximamos com esta simplicidade aos simples e aos que sofrem: doentes, crianças, idosos abandonados, pobres, todos. Esta pobreza está no centro do Evangelho: é a pobreza de Jesus, não a pobreza sociológica, mas a de Jesus.”

Dedicação

Outra herança espiritual significativa dessa família religiosa foi a que deixou o Beato Giorgio Matulaitis: total dedicação à Igreja e ao homem para ir com coragem trabalhar e lutar pela Igreja, especialmente onde mais precisa. “Que vocês possam cultivar esse comportamento que nas últimas décadas inspirou suas iniciativas de difundir o carisma do Instituto nos países pobres, especialmente na África e Ásia.”

Segundo o Papa, o grande desafio da inculturação exige hoje que o anúncio da Boa Nova seja feito “com linguagens e maneiras compreensíveis aos homens de nosso tempo, envolvidos num processo de rápida transformação social e cultural”.

“Essa congregação tem uma longa história escrita por testemunhas corajosas de Jesus Cristo e do Evangelho. Nesse sentido, vocês são chamados hoje a caminhar com zelo renovado para impulsioná-los, com liberdade profética e discernimento sábio, nas estradas apostólicas e fronteiras missionárias, cultivando uma colaboração estreita com os bispos e outras componentes da comunidade eclesial.”

Desafios

“Os horizontes da evangelização e a necessidade urgente de testemunhar a mensagem do Evangelho a todos, sem distinção, formam o campo vasto de seu apostolado. Muitos esperam ainda para conhecer Jesus, único Redentor do homem, e muitas situações de injustiça e desafios morais e materiais interpelam os fiéis. Uma missão assim urgente requer conversão pessoal e comunitária. Somente os corações plenamente abertos à ação da graça são capazes de interpretar os sinais dos tempos e acolher os apelos da humanidade que tanto precisa de esperança e paz.”

“Seguindo o exemplo de seu fundador, sejam corajosos no serviço a Cristo e sua Igreja, respondendo aos novos desafios e missões, não obstante possam parecer humanamente perigosas”.

O Papa concluiu o seu discurso com as seguintes palavras: “No ‘código genético’ de sua comunidade se encontra o que Santo Estanislau afirmou a partir de sua experiência: “Não obstante as muitas dificuldades, a bondade e a sabedoria divina começam e cumprem o que desejam, mesmo quando os meios, de acordo com o julgamento humano, são inadequados. Para o Onipotente, nada é impossível. Isso foi mostrado de forma clara em mim”. 

Amar o inimigo é dar Deus a ele

Homilia Diária     

O melhor de nós é a graça de Deus que está em nós, é o Deus que recebemos

“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mt 5, 44)
Precisamos aprender a medida do amor de Deus. Qual é essa medida? É o amor sem medidas, que se supera, que não pára nos ressentimentos, nas mágoas e nos entraves da vida.

A Palavra de Deus hoje nos diz que é muito simples, não precisa ser cristão para amar as pessoas que nos querem bem, é mais simples pra nós amar as pessoas que são mais afetuosas, que falam bem de nós, que fazem bem ao nosso ego, que faz bem a nossa vida. 

O desafio é amar quem nos desafia, quem desafia o nosso próprio ser. O desafio é amar quem nos prejudicou, quem nos magoou, quem não nos quer bem, quem falou mal de nós, porque o amor deve ser para todos. Posso até ter um amor mais afetuoso, a quem eu tenho afeto, Jesus tinha, e não há problema nenhum nisto, o que pode é viver o desamor com ninguém.

Jesus está nos ensinando hoje como devemos amar os nossos inimigos, aqueles que não nos fazem bem ou nos perseguem. Você pode dizer: “Eu não tenho inimigos”, mas há pessoas que você não tem relações amigáveis, às vezes nos querem mal, nos prejudicam, falam mal de nós.

Como lidar com essas situações? A resposta concreta é dar a elas o melhor de nós. E o que é o melhor de nós? Temos virtudes, qualidades, e elas não são o melhor de nós; o melhor de nós é a graça de Deus que está em nós, é o Deus que recebemos, e é isso que devemos dar para o outro.

Damos Deus às pessoas quando elas dizem “eu preciso muito de Deus”, então, rezamos por elas, suplicamos que a graça que está em nós seja comunicada a tais pessoas, é isso que devemos fazer. 
Se oramos pelos nossos, pedimos para que Deus os abençoe, não podemos dar outra coisa para aquele que não nos querem bem. Precisamos dar Deus a eles, porque isso vai nos fazer bem. Quando damos Deus ao outro, o Senhor permanece em nós, quebra em nós o ranço, o rancor, o mal estar que muitas vezes fica dentro de nós pelo mal que o outro nos faz, e assim o desmontamos. 

Quem nos faz mal pensa, muitas vezes, que vamos reagir de uma forma negativa; ao contrário, respondamos com amor e graça de Deus. 

O que o Senhor nos ensina é amarmos com amor sem medida, e se nos faltam forças humanas, que Deus nos dê a graça do Seu amor para amarmos como Ele nos ama, e que Seu amor esteja em nós, porque é assim que devemos amar uns aos outros. É isso que Ele quer e nos ensina a viver. 

Deus abençoe você!



Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Orientações litúrgicas para Proclamadores da Palavra

Orientações litúrgicas para Proclamadores da Palavra

 Aprenda algumas orientações litúrgicas para Proclamadores da Palavra

Falar sobre os Proclamadores da Palavra é falar sobre a Liturgia da Palavra. Para conversarmos sobre o Ministério dos Proclamadores da Palavra, usaremos, neste artigo, dois documentos: 1) Instrução Geral do Missal Romano (IGMR); 2) Introdução ao Lecionário (IL).

A Instrução Geral do Missal Romano, retomando a Sacrosanctum Concilium diz: “Quando, na Igreja, lê-se a Sagrada Escritura, é o próprio Deus quem fala ao seu povo, é Cristo, presente na sua palavra, quem anuncia o Evangelho” (IGMR, 29).

A primeira disposição do Proclamador da Palavra deve ser a de silêncio para ouvir e acolher essa Palavra. É Deus quem se dirige ao proclamador e a toda assembleia. Por isso, mesmo ao fim da leitura, diz-se: “Palavra do Senhor”. E a assembleia responde: “Graças a Deus!”. No Evangelho, quando ouvimos Palavra da Salvação, respondemos: “Glória a vós Senhor”; glorificando o Cristo que falou.

Só passamos à mesa da Eucaristia se nos detivemos a ouvir a Palavra de Deus. Na Liturgia da Palavra, o leitor empresta sua voz para que Deus fale. Para isso, a leitura deve ser proclamada com calma e prontidão de alma. Olhe bem: a leitura será proclamada e não lida. Lemos muitas coisas, mas a proclamação exige uma preparação espiritual. Não é qualquer coisa que será lida. Não! É a Palavra de Deus que será proclamada. Deus falará por meio da voz do leitor.

Anúncio da Palavra

Ao ler é preciso comunicar a Palavra de Deus, é uma leitura anúncio de salvação para quem ouve. Se você foi chamado para proclamar a Palavra, comece a se preparar uma semana antes, para que a Palavra saia do livro e entre no seu coração.

A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a oração: “A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração. Pode ser oportuno observar esses momentos de silêncio depois da primeira e da segunda leitura e, por fim, após a homilia” (Instrução Geral do Missal Romano, 56).

Quem vai proclamar a Palavra espere que a assembleia se assente e se acalme. Não é preciso pressa. Que bom quando o grupo de canto entoa uma música suave, que ajude a assembleia a silenciar-se! Não pode ser um canto agitado, mas algo simples que fale ao coração. Dessa maneira, a assembleia pode ouvir melhor a Palavra, sem pressa, sem rumores, no silêncio. Os microfones já deverão ter sido testados antes. O leitor deverá saber onde liga. Nada de ficar assoprando o microfone ou dando tapinhas para ver se está ligado. Não! Isso dispersa.

Querido leitor, nunca suba à Mesa da Palavra (ambão), levando um folhetinho, um livrinho de onde você irá ler. A Palavra é proclamada do Livro da Palavra, do lecionário. O folheto, o subsídio que você usou para preparar a leitura é importante antes de começar a celebração, mas ele deve ficar em casa. Chegue antes na Igreja, pegue o lecionário, localize onde está a leitura, verifique se está certa, para que, na hora, você não fique perdido. Proclame com calma, sem gritar, sem pressa, favorecendo a meditação. Respeite a pontuação, faça as pausas necessárias. Mergulhe no texto. Interprete as palavras, dê vida ao texto bíblico.

A Palavra precisa cair no coração das pessoas. Elas precisam criar gosto pela Palavra. Se a assembleia se prepara com o silêncio para ouvi-la, e se você leitor preparou-se bem ao longo da semana, deixe que o Espírito Santo conduza a sua leitura.

                                     Padre Flávio Sobreiro


Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). É autor do livro “Amor Sem Fronteiras” pela Editora Canção Nova. Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar outras reflexões, acesse: facebook.com/peflaviosobreiro

Papa defende cultura da vida a exemplo de Madre Teresa



“Lembremo-nos das palavras de Madre Teresa: A vida é beleza, admira-a; a vida é vida, defende-a”, referiu o Papa Francisco

Da redação, com Agência Ecclesia



O Papa Francisco condenou neste domingo, 5, o aborto e a eutanásia, que considerou sinais de uma cultura do “descarte” e propôs como alternativa uma “cultura da vida”, lembrando o exemplo de Santa Teresa de Calcutá.


“Toda a vida é sagrada”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Aângelus.

O Papa associou-se à jornada que é celebrada neste domingo na Itália, sob o tema ‘Homens e mulheres pela vida nos passos de Santa Teresa de Calcutá’, desejando uma “corajosa ação educativa” em favor da vida humana.

“Promovamos a cultura da vida como resposta à lógica do descarte e à quebra demográfica, estejamos próximos e rezemos juntos pelas crianças que estão em perigo por causa de uma interrupção da gravidez e pelas pessoas em fim de vida”, apelou.
Francisco desejou que “ninguém seja deixado só” e que “o amor defenda o sentido da vida”.

“Lembremo-nos das palavras de Madre Teresa: A vida é beleza, admira-a; a vida é vida, defende-a”, referiu.O Papa convidou os responsáveis pela formação das novas gerações a “construir uma sociedade acolhedora e digna para cada pessoa”.

“Tanto a criança que está a nascer como a pessoa que está a morrer: toda a vida é sagrada”, insistiu.
Antes, na catequese dominical, Francisco desafiou os católicos a ser “luz e sal” nos seus ambientes de vida, para “regenerar a realidade humana no espírito do Evangelho e na perspetiva do Reino de Deus”.No final do encontro de oração, o Papa saudou os vários grupos presentes na Praça São Pedro.


Lectio Divina - 05/02/17 - 5º Domingo do Tempo Comum (A)

Um cristão/sal ... e uma Igreja/Luz !

"Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra." (Mateus 5, 13a)
Dou-me conta de que como cristão/sal devo fecundar a Terra ?
Sou fecundo, quer dizer, gero vida ... e a Vida ?

O sal simboliza os dons, talentos e qualidades que eu recebi e que devo multiplicar para o bem da Igreja e de toda a Humanidade !
Caso contrário, serei estéril pois ...

"... se o sal se tornar insosso, com que salgaremos?" (Mateus 5, 13b)
Sou "insosso", quer dizer, estou sem Vida ?
"Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens." (Mateus 5, 13c)

"Jogo" a minha vida fora e me deixo "pisar" pelo mundo ?
"Vós sois a luz do mundo." (Mateus 5, 14a)
Sou Luz ... ou me acomodo nas trevas ?
E a minha Luz não é o Cristo através de Sua Igreja ?

"Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte." (Mateus 5, 14b)
Pode a Igreja, a "cidade construída sobre um monte", a Nova Jerusalém celeste, ficar escondida e não fecundar e iluminar ... através de mim?

"Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa." (Mateus 5, 15)

Com o meu testemunho, deixo que a Igreja "brilhe" ?
Ou a apago com a minha inconsistência ?

"Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5, 16)
Meu (e Nosso) Pai é louvado com a minha vida ?


Se eu for sal ... minha Igreja será Luz !
Senhor,
que eu seja um cristão/sal
... na Tua Igreja/Luz !

Amém !