quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Homilia Diária


      Proclamemos o senhorio de Jesus em nossa vida

É importante, acima de tudo, proclamarmos o senhorio de Jesus em nossa vida e irmos para o combate

“Vós ainda não resististes até ao sangue na vossa luta contra o pecado” (Hebreus 12,4 ).
Ao meditarmos a Carta aos Hebreus, vemos que a Palavra de Deus é um convite para que possamos, de fato, lutar contra o pecado, porque, se não lutarmos, ele nos vence, derruba-nos. Temos de vencer o pecado, tirá-lo e derrubá-lo da nossa vida.

Talvez você possa dizer: “Eu sou tão fraco! Ele é mais forte do que eu!”. Por isso, não estamos lutando sozinhos, é o Senhor quem combate e vence o pecado em nós. Precisamos proclamar o senhorio de Jesus na nossa vida.

O nosso embate não é diretamente com o pecado, mas é para que Jesus seja o Senhor da nossa vida, dos nossos pensamentos e sentimentos, para que seja o Senhor da nossa vontade, daquilo que somos e fazemos. Precisamos permitir que Jesus reine em nós.

O combate é para tirar as forças do mal, os maus costumes, os maus pensamentos e sentimentos. Para tirar de nós outras coisas que não convêm a nós, à nossa fé nem à santidade à qual somos chamados a viver. É importante, acima de tudo, proclamarmos o senhorio de Jesus em nossa vida e irmos para o combate.

Deixe-me dizer: não lutamos ainda até o sangue. Às vezes, lutamos contra o pecado de maneira passiva e pensamos:“Eu até tento, mas não consigo!”. Lutar até o sangue quer dizer lutar com todas as forças, com toda alma e coração, resistir, não ceder à tentação.
Quando rezamos o Pai-Nosso, pedimos: “E não deixei-nos cair em tentação”. O “não cair em tentação” é não ceder à tentação, não quer dizer que não teremos mais tentações nesta vida, muito pelo contrário, as tentações podem ser ainda maiores, e o combate se torna ainda mais ágil em nossa vida.

Precisamos desarmar o maligno, precisamos desarmar a tentação dentro de nós. Aqui é necessário resistência da nossa parte, até o sangue, até a própria vida se for preciso!

Não desanime, mesmo que você tenha esta ou aquela fraqueza, mesmo que tenhamos caído muitas vezes no mesmo pecado. O que não podemos é nos entregar, desistir, ceder às forças do mal e entregar a nossa alma ao mal. Precisamos lutar e ser combatentes!

Muitos podem pensar: “Nossa, mas o meu temperamento é difícil!”. Não tem problema, o temperamento difícil é amansado pela graça de Deus, é moldado pela Sua graça e, daqui a pouco, ele vai cedendo ao senhorio de Jesus.

Deus abençoe você!

Santa Veridiana - Uma peregrina da Igreja


Santa Veridiana


Santo do Dia     

Santa Veridiana era conhecida pela sua compaixão para com os mais pobres, oferecendo-lhes tudo que podia

Nasceu em Florença, em 1182, numa família nobre que respeitava as opções de Veridiana com relação a Deus. Ela trabalhou com um tio comerciante e o ajudou a administrar seus negócios, mas percebeu que sua vocação era muito mais do que administrar; era deixar que o próprio Deus cuidasse dela e de sua história.

Jovem de oração, de penitência e contemplação, priorizou a vontade do Senhor, por isso chegou a um ponto em que deixou tudo para seguir a vontade de Deus, trabalhando e servindo-O por meio dos pobres e peregrinos.

Na época em que administrava o comércio do tio, já ajudava os pobres. Mas, agora, ela se doava para os seus irmãos mais necessitados. Ficou gravemente ferida, quando, ao fazer uma peregrinação pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, foi a pé e descalça pedindo esmolas. Santa Veridiana ofereceu todos esses seus sacrifícios pela conversão das pessoas.

Uma mulher possuída pelo Espírito Santo, foi dócil à vontade de Deus e viveu o restante de sua vida acamada, enferma, oferecendo-se ao Senhor, aconselhando muitas pessoas e intercedendo por todos. Seus alimentos eram pão e água.

Mulher penitente e feliz, viveu até os 60 anos de idade consumindo-se de amor a Deus para o bem dos irmãos.

Santa Veridiana, neste tempo marcado pelo hedonismo e pela busca desenfreada por prazeres, nos aponta, denuncia que não é este o caminho da felicidade, mas apenas um: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Peça a intercessão dessa santa para que todos possam, na oração, na penitência, na doação ao irmão, encontrarmos a verdadeira felicidade.

Santa Veridiana, rogai por nós!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Papa fala dos fatores que dificultam a fidelidade à vocação

 

sábado, 28 de janeiro de 2017, 10h08



O Papa destacou alguns fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo onde se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos

Da redação, com Rádio Vaticano


O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado, 28, no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.


Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”:

“O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa ‘hemorragia’ que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”.

Em seguida, o Papa destacou alguns fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que, segundo ele, se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos.
“O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  ‘provisório’, que pode levar a viver ‘à la carte’ e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”.

Vivemos em uma sociedade, continuou o Papa, onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida. “Uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização”, disse o Papa, que apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural.

“Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”.

Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. “Essa cultura deve ser evangelizada”, afirmou o Pontífice, acrescentando um um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada:

“Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”.

Outro aspecto, segundo o Papa, ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades.

Encerrando, o Santo Padre recordou a importância da vocação:

“A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”.

Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco: “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério”. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. “Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual”, disse.

Papa: pobre em espírito é disponível à graça de Deus

domingo, 29 de janeiro de 2017, 13h47



Papa Francisco falou sobre as Bem Aventuranças no Angelus deste domingo

Da redação, com Rádio Vaticano

Quanto mais tenho, mais quero: isso mata a alma. E o homem ou a mulher que tem essa atitude não é feliz e não alcançará a felicidade: disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 29, ao meio-dia, na alocução que precedeu a oração mariana.

Francisco havia partido das Bem-aventuranças, “carta magna” do Novo Testamento, que caracterizam a liturgia deste IV Domingo do Tempo Comum. No sermão da montanha “Jesus manifesta a vontade de Deus de conduzir os homens à felicidade”, destacou.
Nesta sua pregação Jesus segue um caminho particular: começa com o termo “bem-aventurados”, ou seja, “felizes”; prossegue com a indicação da condição para ser tais; e conclui fazendo uma promessa, explicou o Pontífice.

Francisco acrescentou que o motivo da bem-aventurança não está na condição de “pobres em espírito”, “aflitos”, “famintos de justiça”, “perseguidos”, mas na promessa sucessiva, a ser acolhida com fé como dom de Deus. “Parte-se da condição de dificuldade para abrir-se ao dom de Deus e aceder ao mundo novo, o ‘reino’ anunciado por Jesus.”

Não é um mecanismo automático, disse o Papa. “Não podem ser bem-aventurados se não se converteram”, se não se tornaram “capazes de apreciar e viver os dons de Deus”.
Francisco quis ater-se à primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,4), para em seguida explicitar quem são estes:

“O pobre em espírito é aquele que assumiu os sentimentos e a atitude daqueles pobres que em sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus.”
A felicidade dos pobres – dos pobres em espírito – tem uma dúplice dimensão: em relação aos bens e em relação a Deus, explicou o Santo Padre, acrescentando:

“Em relação aos bens, aos bens materiais, esta pobreza em espírito é sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de experimentar o essencial, de partilha; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir na opacidade do consumo voraz.”
“Quanto mais tenho, mais quero; mais tenho, mais quero: esse é o consumo voraz. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, que tem essa atitude ‘mais tenho, mais quero’, não é feliz e não alcançará a felicidade.”

Em relação a Deus, afirmou, “é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade a sua senhoria: “é Ele, o Senhor, é Ele o Grande, não eu sou grande porque tenho tantas coisas! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes”, acrescentou.

O pobre em espírito é o cristão que não deposita sua confiança em si mesmo, nas riquezas materiais, não é obstinado nas próprias opiniões”, disse ainda o Papa fazendo em seguida uma observação pertinente à convivência nas comunidades cristãs:

“Se em nossas comunidades existissem mais pobres em espírito, haveria menos divisões, contrastes e polêmicas. A humildade, como a caridade, é uma virtude essencial para a convivência nas comunidades cristãs. Os pobres, nesse sentido evangélico, se mostram como aqueles que mantêm firme a meta do Reino dos céus, fazendo entrever que este é antecipado de forma germinal na comunidade fraterna, que privilegia a partilha à posse.”

Hanseníase

Após a oração mariana, o Pontífice lembrou a celebração, neste domingo, do Dia mundial de luta contra a hanseníase, ressaltando que esta doença, mesmo em diminuição, encontra-se ainda entre as mais temidas e atinge os mais pobres e marginalizados. “É importante lutar contra esta enfermidade, mas também contra as discriminações que ela gera”, exortou.

Caravana da Paz

Encontravam-se presentes na Praça São Pedro, em meio aos cerca de 25 mil fiéis e peregrinos, três mil jovens da Ação Católica de Roma, formando a “Caravana da Paz”. Dois deles, um garoto e uma garota, se juntaram ao Santo Padre durante a saudação do Pontífice aos diversos grupos de fiéis e peregrinos reunidos na Praça. O garoto leu uma breve mensagem aos presentes. Em seguida, foram soltos alguns balões, símbolo da paz.
O Papa lembrou mais uma vez as populações do centro da Itália, expressando sua proximidade a estes que ainda sofrem as consequências do terremoto e das difíceis condições atmosféricas deste inverno europeu.

O Pontífice despediu-se dos presentes pedindo que não se esquecessem de rezar por ele.

Homilia Diária



Jesus vence os espíritos impuros que há em nós


Os espíritos impuros sujam nosso coração, nossa mente e alma, 
nossa relação com Deus e uns com os outros

“Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” (Marcos 5,8).
Hoje, estamos vendo o confronto de Jesus com uma legião de demônios que representam as impurezas que deixam um homem totalmente atormentado. O homem saiu do cemitério totalmente agitado e tomado por aquela legião de demônios. Os espíritos se colocaram aos pés de Jesus e suplicaram: “Senhor, mande-nos para aquela manada de porcos!”. É isso que Jesus faz, e talvez nós, que amamos tanto a ecologia e os animais, perguntemo-nos por que Jesus faz isso.
Aqui há um sentido comparativo muito interessante de se observar, porque os espíritos impuros são sujos; eles sujam nosso coração, nossa mente e alma, nossa relação com Deus e uns com os outros.
Uma vez que os porcos estão imersos na sujeira, Jesus tira a sujeira, tira esses espíritos impuros do coração do homem e os manda para a manada de porcos.

Não podemos ficar sujos, não podemos ficar imersos na sujeira deste mundo, porque ora aqui, ora acolá esses espíritos estão nos atormentando. E se nós nos deixarmos guiar por eles, vão invadindo nossa mente e nosso coração.
Quando Jesus proclama nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”, é porque os puros de coração veem as coisas com o olhar de Deus. E quando perdemos essa pureza, não vemos mais as coisas do jeito que Deus as vê. O que vemos? Só enxergamos a maldade, a imoralidade, a indecência e coisas deste tipo, porque nosso olhar, nossa mente e coração foram invadidos pela malícia deste mundo, pela malícia que está presente no coração, no olhar, na forma de viver e assim por diante.
Você sabe o quanto esses espíritos impuros nos atormentam, gritam dentro de nós, fazendo-nos ter raiva, ressentimentos e mágoas! Esses espíritos impuros estão gritando dentro de nós, suscitando em nós malícias, desejos impuros, desejos perversos e tantas outras coisas imorais que olhamos no mundo em que vivemos.
Precisamos combater esses espíritos impuros, precisamos permitir que Jesus, que veio para renovar, lavar e sarar a natureza humana, cure e salve a nossa natureza; tire de nós, do nosso coração toda natureza suja e pervertida para que tenhamos a pureza do Reino de Deus.

O que é uma pessoa pura? Pegue um bebê no colo, toque na pureza de uma criança (porque se não fizermos como uma criança, não entraremos no Reino dos Céus), contemple ali toda a pureza e bondade que há. Contemple a mente e o coração de uma criança, quanto mais bebê é, mais puro está. Quanto mais nos tornamos crianças, mais Deus nos purifica.
Eu friso que não é criança na ingenuidade, pelo contrário, precisamos ser cada vez mais maduros; mas, uma vez que nos sujamos tanto com este mundo, Deus quer expulsar de nós esses espíritos impuros que tanto nos atormentam. Quando somos atormentados por uma legião de espírito, eles tiram nosso sono, nossa paz, não nos deixam viver na tranquilidade do Reino de Deus.
Que o Senhor expulse de nós todas as impurezas para conseguirmos olhar o mundo com o Seu olhar!
Deus abençoe você.


Santa Jacinta Marescotti, mestra das noviças

Papa recorda holocausto ao receber líderes judaicos da Europa

Papa recorda holocausto ao receber líderes judaicos da Europa


Da redação, com Agência Ecclesia


O Papa Francisco recebeu nesta sexta-feira, 27, em audiência os representantes do Congresso Judaico Europeu (European Jewish Congress).
O encontro foi realizado hoje, no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 72 anos após a libertação do campo de concentração nazi Auschwitz-Birkenau.

O líder do ‘European Jewish Congress’, Moshe Kantor, disse querer levar ao Papa a sua “profunda preocupação” pelo aumento do populismo e da intolerância no mundo ocidental.

Em julho de 2016, o Papa Francisco visitou os antigos campos de concentração nazis de Auschwitz e Bikernau, na Polônia, numa homenagem silenciosa que durou cerca de hora e meia.



As únicas palavras foram deixadas em espanhol, por escrito, no livro do Museu de Auschwitz: “Senhor, tem piedade do teu povo. Senhor, perdão por tanta crueldade”.
João Paulo II e Bento XVI visitaram Auschwitz em 1979 e 2006, respectivamente.
O campo começou a funcionar em 1940 e terminou em 1945, com a chegada das tropas soviéticas, estimando-se que tenham morrido 1,3 milhões de pessoas, sobretudo judeus, ciganos, russos, presos políticos e polacos.
Uma das salas conserva ainda duas toneladas de cabelos humanos; foi também neste campo que foram usadas pela primeira vez as câmaras de gás.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Por que a Igreja guarda o Domingo e não o Sábado?


O motivo mais importante é que Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, inaugurando a “nova Criação” libertada do pecado. Assim o Domingo (= dominus, dia do Senhor) é a plenitude do Sábado judaico. Sabemos que o Antigo Testamento é um figura do Novo; o Sábado judaico é um figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica:

§2175 – “O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da lei preparava o mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo (1Cor 10,11)”.

Os Apóstolos celebravam a Missa “no primeiro dia da semana”; isto é, no Domingo, como vemos em At 20,7: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do pão…” Em Mt 28, 1 vemos: “Após o Sábado, ao raiar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ao Sepulcro…” Em Ap 1, 10, São João fala que “no dia do Senhor, fui movido pelo Espírito…” e a coleta era feita “no primeiro dia da semana” (1Cor 16,2).

A Epístola de Barnabás (74 d.C.) um dos documentos mais antigos da Igreja, anterior ao Apocalipse, dizia: “Guardamos o oitavo dia (o domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” (Barnabás 15:6-8).
Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir no Coliseu de Roma, bispo, dizia: “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o Sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte” (Carta aos Magnésios. 9,1).

“Devido à Tradição Apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, no dia chamado com razão o dia do Senhor ou Domingo” (SC 106). O dia da ressurreição de Cristo é ao mesmo tempo “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois do seu “repouso” do grande Sábado, inaugura o dia “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. (Cat. §1166)
São Justino (†165), mártir, escreveu: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67).

São Jerônimo (†420), disse: “O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação.” (CCL, 78,550,52)

Desta forma a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição da Apostólica nos mostram porque desde a Ressurreição do Senhor a Igreja guarda o Domingo como o Dia do Senhor.

Prof. Felipe Aquino

Lectio Divina - 29/01/17 - IV do Tempo Comum (A)

Bem-aventurado ... sou !

"Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: ..." (Mateus 5, 1-2)
Estou nessa multidão ?
Busco sempre aproximar-me de Jesus ?
Como discípulo, Jesus me ensina ... mas realmente desejo aprender de Seu Coração ?
E mais tarde desejo transmití-lo ?

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus." (Mateus 5, 3)
Como um pobre em Espírito ... confio em Deus ?
No Deus que transforma o mal em Bem e até o meu mal no Seu e meu Bem ?
Creio na Sua História de Salvação para comigo ?
Agradeço tudo aquilo que Ele me permite viver ?
Nos momentos difíceis aceito e contemplo o Seu mistério ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados." (Mateus 5, 4)
O que me aflige : a enfermidade, a solidão, a pobreza, a depressão, a falta de sentido ou o "des-amor" ?
Mas o Amor de Deus por mim não é maior do que tudo isto ?
Confio no consolo de Deus o único que pode dar-me a verdadeira Paz ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra." (Mateus 5, 5)
Tenho a mansidão no meu coração e a paz na minha ação ?
"Possuo" a terra espalhando o Bem, o Belo e o Bom ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados." (Mateus 5, 6)
"Injustiçado" tenho fome ... mas "injusto" minha consciência não morre de “sede” de Deus ?
"Sacio-me" apenas com a verdade, com o perdão e com a reconciliação ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia." (Mateus 5, 7)
Reconhecendo-me miserável, coloco a miséria dos demais em meu coração e a transformo em misericórdia ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus." (Mateus 5, 8)
Com que "olhos" vejo o meu irmão, com os do mundo ... ou com os do coração de Deus ?
Vejo a Deus em meu irmão ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus." (Mateus 5, 9)
Promovo a Paz do meu Pai que está no Céu ?
Eu não sou filho da Paz ... que é Deus ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!" (Mateus 5, 10)
“Persigo” a justiça do Reino dos Céus e por causa dela sou perseguido pelos "reinos da terra" ?
Bem-aventurado ... sou !

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim." (Mateus 5, 11)
Sofro a mentira por causa da Verdade ?
Sofro a injúria por causa da Luz ?
Bem-aventurado ... sou !

"Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. (Mateus 5, 12a)
Cristão, pobre de Deus, aflito, manso, justo, misericordioso, puro, pacífico, perseguido, injuriado, verdadeiro e alegre ... tudo isso não compõe a minha "boa-ventura" : o ter como sentido na Terra a Eternidade no Céu através da História de Salvação que me é dada ?
Mas, para tanto, não posso afastar-me da humildade de me que fala o profeta Sofonias ...
“Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor. E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel.” (Sofonias 2,3.3,12)

... e também São Paulo ...

“Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele.” (1 Coríntios 1,26-29)
... e assim, serei (seremos) bem-aventurado(s) !
Sim, sou bem-aventurado, porque Jesus veio para mim, assumindo a minha humanidade, através da Sua Santidade e tendo em vista a Eternidade !
Senhor,
bem-aventurado És ...
bem-aventurado sou !
Que assim seja !

Leituras da Missa do Dia

Primeira Leitura (Sf 2,3; 3,12-13)

2,3Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor. 3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

Segunda Leitura (1Cor 1,26-31)

26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

Evangelho (Mt 5,1-12a)

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.



IV Domingo do Tempo Comum
29 de Janeiro de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 5,1-12a

Bem-aventurados os pobres em espírito....
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,1-12a
Naquele tempo:
1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2e Jesus começou a ensiná-los:
3'Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem
e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12aAlegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.


Palavra da Salvação.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Papa recorda holocausto ao receber líderes judaicos da Europa

Papa recorda holocausto ao receber líderes judaicos da Europa





Da redação, com Agência Ecclesia


O Papa Francisco recebeu nesta sexta-feira, 27, em audiência os representantes do Congresso Judaico Europeu (European Jewish Congress).
O encontro foi realizado hoje, no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 72 anos após a libertação do campo de concentração nazi Auschwitz-Birkenau.

O líder do ‘European Jewish Congress’, Moshe Kantor, disse querer levar ao Papa a sua “profunda preocupação” pelo aumento do populismo e da intolerância no mundo ocidental.

Em julho de 2016, o Papa Francisco visitou os antigos campos de concentração nazis de Auschwitz e Bikernau, na Polônia, numa homenagem silenciosa que durou cerca de hora e meia.



As únicas palavras foram deixadas em espanhol, por escrito, no livro do Museu de Auschwitz: “Senhor, tem piedade do teu povo. Senhor, perdão por tanta crueldade”.
João Paulo II e Bento XVI visitaram Auschwitz em 1979 e 2006, respectivamente.
O campo começou a funcionar em 1940 e terminou em 1945, com a chegada das tropas soviéticas, estimando-se que tenham morrido 1,3 milhões de pessoas, sobretudo judeus, ciganos, russos, presos políticos e polacos.
Uma das salas conserva ainda duas toneladas de cabelos humanos; foi também neste campo que foram usadas pela primeira vez as câmaras de gás.

Moedas de euro do Vaticano não terão mais foto do Papa  

Segundo fontes oficiais, o próprio Papa Francisco pediu no ano passado para que sua imagem fosse retirada das moedas


Ansa

O Vaticano terá novos modelos de moedas de euros a partir de março, mas, desta vez, o rosto do Papa não estará estampando o dinheiro.De acordo com uma nota no Boletim Oficial Europeu, que informa todas as mudanças em cédulas monetárias, inclusive as edições especiais, as novas moedas trarão apenas o escudo episcopal do Papa Francisco, e não mais o seu rosto.

As moedas têm uma face igual em todos os países da zona do euro (lado onde fica representado o valor da moeda), mas, na outra parte, contam com imagens escolhidas nacionalmente.
Segundo fontes oficiais, o próprio Papa Francisco pediu no ano passado para que sua imagem fosse retirada das moedas. Agora, as moedas serão estampadas pelo escudo papal escolhido por Jorge Mario Bergoglio no momento de sua consagração episcopal.

Outros Papas também já adotaram a decisão de não aparecer nas moedas, como Paulo VI, entre 1970 e 1978. Os primeiros euros do Vaticano foram colocados em circulação em março de 2002, com representações do então Pontífice, João Paulo II, que, na época, comemorou a instituição do euro como “uma ocasião histórica”.
Homilia Diária     

Nossa fé vence os ventos contrários da vida

A fé nos coloca na posição de combate, ajuda-nos a vencer tantas tribulações e ventos contrários na vida

“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (Marcos 4,40).
Estamos acompanhando Jesus e Seus discípulos, fazendo essa travessia no mar da Galileia. Naquela travessia, uma forte ventania começou a soprar e as ondas começaram a se lançar dentro do barco.
É óbvio que, quando as ondas se agitam e o vento forte vem para abalar, estando num barco, num avião, num carro, estando em qualquer lugar, nós muitas vezes não sabemos suportar os ventos contrários. O que vem no coração humano nesse momento? Desespero, pânico, pavor. Começamos a nos apavorar e o medo começa a nos guiar, tomar conta de nós, tememos pela nossa vida, pelo que vai acontecer.

Não se trata de sermos super-heróis, de sermos os corajosos; trata-se de sermos pessoas de fé, para enfrentarmos as tribulações, as ventanias, os ventos contrários e as ondas agitadas da vida.
Com medo não conseguimos nada! Com medo só sucumbimos, somos enforcamos, atribulamo-nos mais e somos apenas vencidos.

A nossa couraça não é o medo, a nossa couraça é a fé! A fé nos mantém de pé, coloca-nos na posição de combate, ajuda-nos a vencer tantas tribulações e ventos contrários na vida.
Jesus estava deitado com calma, e você pode pensar: “Nossa, Jesus estava indiferente! Jesus não se preocupou com aquela situação”. Desde quando excesso de preocupação, agitação e desespero ajudam a resolver alguma coisa na vida?

Não é sangue frio, mas é serenidade de espírito. Não é simplesmente não se importar e achar que tudo vai acontecer de forma mágica e milagrosa. Não! O grande milagre de que precisamos, a cada dia, é termos um coração sereno, confiante de que nos mantendo firme em Deus enfrentamos as ondas agitadas da vida, as tribulações que estamos vendo à nossa frente nesta ou naquela situação.

Às vezes, recebemos uma má notícia, a nossa saúde nos abala, acontece uma situação na nossa família, enfrentamos situações adversas, somos traídos, enganados, iludidos. As coisas não dão certo para nós e desanimamos, prostramo-nos, começamos a temer, a nos desesperar e alguns fantasmas aparecem: fantasmas do medo, da ilusão, da agonia nos deixam realmente acabrunhados, atribulados, sem ânimo e esmorecidos.

Jesus, hoje, está nos perguntando: “Por que não tendes fé?”. Se Jesus disse ao mar: “Silêncio, cala-te!”, precisamos dizer ao medo, às tribulações, aos fantasmas e fantasias que se criam dentro de nós: “Silêncio! Cala-te”, porque Deus está no comando!

Santo do Dia  

Santo Tomás de Aquino, professor e consultor da Orde

São Tomás Aquino

Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno

Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: “Quem é Deus?”.

A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.

Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.

Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.

Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado “Doutor Angélico”, Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!