terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Santo do Dia  

São Francisco de Sales

São Francisco de Sales, doutor da Igreja

São Francisco é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana

Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.

Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.

Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.
Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.

São Francisco de Sales, rogai por nós!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia
Aprenda a fazer pequenas orações ao longo do dia



É importante que, ao longo do dia, você reserve um tempo para fazer pequenas orações

“És tu, Senhor, o meu único bem.” (Cf. Sl 16[15],2)
Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que é melhor falar “com Deus” do que “de Deus”, porque, no diálogo com os outros, sempre é possível infiltrar o amor próprio. Ela tem razão. No entanto, para dar um testemunho aos outros, precisamos também falar de Deus.

É certo que, acima de tudo, devemos amar a Deus com aquele amor que é a base da vida cristã e que se exterioriza na oração, na atuação da sua vontade. Portanto, falar com os próximos, sem dúvida, mas sobretudo falar com Deus.
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Como falar com Ele?

Simplesmente recitando as orações de todo cristão, mas também examinando, durante o dia, por meio de alguma oração-relâmpago, se o nosso coração está realmente voltado para Ele, se é Ele o ideal da nossa vida; se lhe damos de fato o primeiro lugar no nosso coração, se O amamos sinceramente com todo o nosso ser.

Refiro-me àquelas orações breves que são aconselhadas especialmente às pessoas que vivem no mundo e não dispõem de tempo para rezar demoradamente. São como flechadas de amor que partem do nosso coração em direção a Deus, como dardos de fogo: são as assim chamadas “jaculatórias” que, etimologicamente, significam exatamente dardos, flechas. Elas são um meio excelente para reconduzir continuamente o nosso coração a Deus.

Na liturgia eucarística deste mês, na Igreja Católica, encontramos um versículo estupendo, que pode ser considerado uma jaculatória e que ilustra bem o nosso caso: “És tu, Senhor, o meu único bem.”

Faça a experiência de orar durante seu dia

Façamos a experiência de repeti-lo durante o dia, sobretudo quando os diversos apegos ameaçarem desviar o nosso coração para coisas, para pessoas ou para nós mesmos.
Digamos: “És tu, Senhor, o meu único bem, não aquele objeto, nem aquela pessoa, nem eu mesmo; tu– e nada mais– és o meu único bem”.

Experimentemos repeti-lo quando a agitação ou a pressa quiserem nos levar a não fazer bem a vontade de Deus do momento presente: “És tu, Senhor, o meu único bem; portanto, a tua vontade– e não aquilo que eu quero –é o meu bem”.

Se a curiosidade, o amor próprio ou as mil atrações do mundo estiverem para comprometer o nosso relacionamento com Deus, digamos-lhe com todo o coração: “És tu, Senhor, o meu único bem; e não estas coisas, com as quais a minha avidez e o meu orgulho desejariam satisfazer-se!”.

Experimentemos, então, repeti-lo com frequência. Experimentemos repeti-lo quando alguma sombra ofuscar a nossa alma ou quando a dor bater à porta. Será um modo de nos prepararmos para o encontro com ele.

“És tu, Senhor, o meu único bem”. Essas simples palavras nos ajudarão a ter confiança nele, nos exercitarão a conviver com o amor. Assim, sempre mais unidos a Deus e plenificados por ele, colocaremos e recolocaremos as bases do nosso verdadeiro ser, feito à sua imagem.

Desse modo, tudo correrá bem na vida, no sentido certo. Então, sim, quando falarmos, o que dissermos não serão apenas palavras ou, pior ainda, tagarelice: também as palavras serão “dardos” capazes de abrir os corações, para que eles acolham Jesus.

Façamos, então, a experiência de colher todas as ocasiões para pronunciar essas simples palavras. No final do dia, teremos certamente a confirmação de que elas se tornaram um remédio, um tônico para nossa alma. Como diria Santa Catarina de Sena,– fizeram com que o nosso coração se tornasse uma chama viva.

Chiara Lubich – Fundadora do Movimento Focolare

Cotidiano é lugar de encontro com Jesus, diz Papa no Angelus


“O Senhor se revela a nós não de forma extraordinária ou estrondosa, mas no cotidiano da nossa vida”, disse o Papa

Da redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, 22, o Papa Francisco falou da passagem do Evangelho que narra o início da pregação de Jesus na Galileia.
Segundo o Papa, Jesus anuncia o Reino de Deus que não comporta a instauração de um novo poder político, mas a concretização da aliança entre Deus e o seu povo que dará inicio a uma estação de paz e justiça.

“Uma aliança que requer a conversão de cada um transformando o próprio modo de pensar e de viver –  a transformação do pensamento e dos costumes”, insistiu Francisco, dizendo que a diferença entre Jesus e o profeta João Baptista  – que nos foi apresentado nos domingos anteriores – está no estilo e o no método.

“Jesus opta por ser profeta itinerante. Não fica à espera das pessoas, mas vai ao seu encontro. As suas primeiras saídas missionárias  dão-se  ao longo das margens do lago da Galileia, em contato com a multidão, de modo particular os pescadores”, explicou.

Ali Jesus proclama a vinda do Reino de Deus e procura companheiros para a sua missão de salvação. Ali encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. Convida-os a segui-lo, pois que “os fará pescadores de homens”
O chamado, sublinhou Francisco, chega enquanto estão em plena atividade quotidiana, porque “o Senhor se revela a nós não de forma extraordinária ou estrondosa, mas no cotidiano da nossa vida”.
“É ali que devemos encontrar o Senhor, dialogar com Ele em nosso cotidiano e mudar a nossa vida”, acrescentou,  fazendo notar que a resposta dos quatro pescadores foi imediata e sem hesitação: abandonaram as redes e seguiram Jesus.

“Assim, nas margens do lago, numa terra impensável, nasceu a primeira comunidade de discípulos de Cristo. E nós cristãos, temos  hoje a alegria de proclamar e dar testemunho da nossa fé, graças àquele primeiro anúncio e àqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente  à chamada de Jesus”, disse o Papa, com este desejo:

“A consciência destes inícios suscite em nós o desejo de levar a palavra, o amor, a ternura de Jesus a todos os contextos, mesmo nas mais impérvias e refratárias. Levar a palavra a todas as periferias. Todos os espaços da vida humana são terrenos onde deitar a semente do Evangelho, a fim de que dê frutos de salvação”.

Vítima de avalanche na Itália


O Papa exprimiu mais uma vez a sua proximidade aos que estão na Itália central, afetados nos dias passados por mais um terremoto e por fortes avalanches.

“Estou próximo com a oração e com o afeto às famílias que tiveram vítimas entre os seus entes queridos. Encorajo aqueles que estão empenhados, com grande generosidade, nas obras de socorro e de assistência, assim como as igrejas locais que fazem de tudo para aliviar os sofrimentos e as dificuldades. Muito obrigada por esta proximidade e pelo vosso trabalho” .

E Francisco convidou a rezar uma Ave Maria pelas vítimas e pelos socorristas.

Ano Lunar no Oriente


O Papa recordou também que no Extremo Oriente, milhões de homens e mulheres se preparam para festejar no próximo dia 28 deste mês, a festa do fim do Ano Lunar. Enviou saudações e votos de que a “alegria do amor possa difundir-se no seio de cada família e dali a toda a sociedade, esperando que haja respeito uns pelos outros, comunicação e o cuidar-se uns dos outros desinteressadamente”.
Homilia Diária


Temos de ser contra aquele que nos divide

Tudo o que se divide se destrói, tudo o que se divide vai se eclodindo por si mesmo, tirando a graça e a beleza da unidade

“Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, não poderá manter-se” (Marcos 3, 24-25).
Hoje, a Palavra de Deus nos chama a uma reflexão sobre o mal da divisão, pois essa é diabólica e demoníaca. Dividir as pessoas, as famílias, a Igreja, os cristãos; todo o trabalho de divisão da humanidade é um trabalho do mal. O mal quer nos dividir, quer nos colocar uns contra os outros.

Desde o princípio, dois irmãos: Caim se colocou contra Abel e dividiu sua família. Se olharmos nos dias de hoje, não existe mal maior que destrói a nossa humanidade do que o terrível joio da divisão, que destrói nossas casas, nossas famílias e comunidades; destrói a unidade do Corpo de Cristo e nossos relacionamentos. Por isso, uma coisa é muito importante: é preciso distinguir divisão de diversidade.

As pessoas podem ter diversidade de opiniões, podem ter opiniões divergentes, pensar diferente. O que não podemos é transformar essa semente do pensar diferente no joio maldito da divisão, porque tudo que se divide se destrói, tudo o que se divide vai eclodindo por si mesmo, tirando a graça e a beleza da unidade.

O Reino de Deus não se conjuga com o mal, porque ele destrói ou quer destruir a força do bem que há em nós. O mal nunca será maior que o bem, mas quando queremos servir o bem e o mal, ou permitimos que as obras do mal estejam em nós, que o maligno exerça fascínio sobre nós, somos os primeiros a ficar divididos. Queremos fazer o bem, mas estamos fazendo o mal; queremos semear o bem, mas estamos seguindo o reino das trevas. Queremos ser pessoas do bem, do amor e da concórdia, mas estamos vivendo, muitas vezes, o ódio, o ressentimento, o rancor. Isso para você perceber que a divisão começa dentro de nós.

Não podemos nos dividir, porque, se nos dividirmos, não seremos pessoas inteiras e plenas, como Deus quer e nos criou dessa forma. Não é questão de dividir o coração, mas de purificar nossa alma, nosso coração, nossa vida, nossos relacionamentos e tudo aquilo que fazemos para não estarmos a serviço do mal, e o mal não nos dividir.
Deus não quer que sua casa nem sua família sejam destruídas, Ele não deseja que elas acabem; então, cuide para que a semente da discórdia, da divisão e do mal não estejam permeando sua casa.
Não podemos ficar nos gladiando, atacando-nos, jogando culpa em cima dos outros e virar aquela bagunça, aquela baderna. “Sou contra esse. Sou contra aquele.” Não é isso! Temos de ser contra aquele que nos divide.

Quem pensa diferente de nós, quem não tem os mesmos pensamentos, tem o nosso respeito. Brigamos apenas contra o reino das trevas, mas entre nós precisamos nos amar. Não podemos permitir, de forma nenhuma, que o divisor, que a palavra “diábulos”, que semeia a divisão no meio de nós, vença. Mas que a Palavra de Cristo opere a unidade e a união.

Volto a dizer: união não é todo mundo pensar igual ou fazer igual. Há uma beleza incrível na diversidade, há uma beleza maravilhosa até nos dedos de nossas mãos, cada um é diferente do outro, cada um têm uma função, cada um têm uma importância; e não precisa brigar, porque um é mais bonito que o outro.

Precisamos entender que cada um tem uma riqueza a dar e não podemos dividir.
Deus abençoe você!
Santo do Dia

Santo Ildefonso

São Ildefonso

Santo Ildefonso, um homem revestido de humildade, de oração na vida sacramental

Nasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades.

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre.

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem. Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho.

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo.

Santo Ildefonso, rogai por nós!

domingo, 22 de janeiro de 2017



  
COM RELIGIÃO NÃO SE BRINCA


Para nós, crentes em Jesus, o milagre existe. Deus intervém. Mas não quando queremos, nem quando garantimos o dia, a tarde, o lugar e a hora. Aí, já é brincar com Deus. Jesus fez muitos milagres e se negou a fazê-los quando gente maldosa os queria para seus interesses. Deu-se o mesmo com os discípulos. Foram severos contra os aproveitadores da fé.

O milagre é de Deus, dado por meio de quem não se aproveita dele e para quem precisa de verdade. Não é para pregador se exibir anunciando como milagre o que não é, nem foi. Infelizmente muitos fiéis e pregadores se exibiram através dos milagres, que em geral se revelaram falsos. Jesus já prevenira contra esse tipo de gente que brinca com profecias, visões, milagres ou poderes, exibindo seus dotes de taumaturgos, videntes ou exorcistas.

Hoje com a televisão, a tentação ficou maior. Andam expulsando até o demônio da unha encravada. Há muita gente dizendo que viu o que não viu, anunciando visões de aparições que não existiram e milagres que não foram milagres. Um olhar atento mostra que anunciaram depressa demais o milagre por eles realizado, e apareceram no grupo ou na mídia como gente de poder. Depois ou se revela engano, ou embuste. A maioria nunca pediu desculpas. Mas prosseguiram enganando.

Milagre, aparição, revelação é coisa séria. Cuidado com quem diz que Deus lhe falou! Dê um tempo. Saberá se foi verdade.


Pe. Zezinho scj
Conselhos do Papa Francisco para a educação dos filhos - 1600x1200
Conselhos do Papa Francisco para a educação dos filhos


Papa Francisco dá bons conselhos para a educação dos filhos

“Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso agrada ao Senhor. Pais, não irriteis vossos filhos, para que eles não percam o ânimo” (Colossenses 3,20-21).

No versículo apresentado acima, São Paulo nos ajuda a perceber o quão tênue é, na educação, a linha entre a firmeza necessária e a rigidez exagerada. Os pais são chamados a educar seus filhos numa época em que se observa uma grande parcela de famílias que abrem mão desse processo educativo para as escolas ou igrejas. Nossos avós já diziam, com sabedoria, que educação começa em casa ou ainda que se herda de berço. De acordo com o Papa Francisco, a família tem a característica essencial, portanto, “vocação natural de educar os filhos para que cresçam na responsabilidade de si e dos outros”.

Foto: 20878569, Milan Zeremski, By iStock getty images

Pais e filhos

O trecho apresentado na Carta de São Paulo aos Colossenses apresenta uma regra sábia:
“…o filho que é educado a escutar os pais e a obedecer aos pais, os quais não devem operar de maneira bruta, para não desanimar os filhos. Os filhos, de fato, devem crescer sem se desanimar, passo a passo. Se vocês pais dizem aos seus filhos: ‘Vamos subir nessa escada’ e pegam a mão deles e passo após passo os fazem subir, as coisas irão bem. Mas se vocês dizem: ‘Vá em frente!’ – ‘Mas não posso’ – ‘Vá!’, isso se chama irritar os filhos, pedir aos filhos as coisas que não são capazes de fazer. Por isso, a relação entre pais e filhos deve ser de uma sabedoria, de um equilíbrio tão grande. Filhos, obedeçam aos pais, isso agrada a Deus. E vocês pais, não irritem os filhos, pedindo-lhes coisas que não podem fazer. E isso é necessário ser feito para que os filhos cresçam na responsabilidade de si e dos outros”.

Investir tempo na educação

Entre as dificuldades enfrentadas por muitos pais, Francisco recorda a falta de tempo. “É difícil educar para os pais que veem os filhos somente à noite, quando voltam para casa cansados do trabalho”, reconhece. Por outro lado, em épocas de crise, o Santo Padre reconhece que são bem-aventurados aqueles que têm um emprego para sustentar seu lar.

Filhos reféns de separações

O Papa elenca ainda desafios como a separação; porém adverte que jamais o filho pode ser tomado como “refém” nessa situação. “Tantas vezes o filho é tomado como um refém, e o pai fala mal da mãe e a mãe fala mal do pai, e isso faz tanto mal”, exorta.
“Digo aos pais separados: nunca, nunca, nunca tomem o filho como refém! Vocês se separaram por tantas dificuldades e motivos, a vida deu essa prova a vocês, mas os filhos não sejam os que levam o peso dessa separação, não sejam usados como reféns contra o outro cônjuge, cresçam ouvindo que a mãe fala bem do pai, embora não estejam juntos, e que o pai fala bem da mãe. Para os pais separados, isso é muito importante e muito difícil, mas podem fazê-lo”.

Como educar?

Diante dessa pergunta, o Papa Francisco apresenta uma outra questão: “Quais tradições temos hoje para transmitir aos nossos filhos?”. O Pontífice apresenta um balanço dessa busca por educação na história, ao destacar que intelectuais “críticos” silenciaram os pais para defender as jovens gerações de danos – verdadeiros ou presumidos – da educação familiar. Entre os erros, autoritarismo, favoritismo, conformismo e repressão afetiva.

Educar, papel de quem?

O Santo Padre reconhece que a parceria na educação entre família e escola foi rompida por uma ameaça da confiança recíproca. Constata-se que, por exemplo, foram afetadas as relações entre pais e professores na escola. Diante dessa fragilidade e pouca busca por conhecimento ou imaturidade, muitos pais estão abrindo mão de sua responsabilidade e atribuindo aspectos da educação a pessoas que se dizem “Superespecialistas” em vida afetiva, personalidade e desenvolvimento. Privados do seu papel, o resultado tem sido pais excessivamente apreensivos e possessivos na relação com eles chegando ao ponto de nunca corrigir os filhos. Ao dar ouvidos a essas orientações que se vê em programa de TV apelativos, os pais colocam os filhos no canto sozinhos, correndo o risco de se autoexcluir da vida deles. O Papa afirma que atitudes desse tipo são gravíssimas já que os filhos necessitam de limites e correção.

Eu recordo um acontecimento pessoal. Uma vez, quando eu estava na quarta série, disse uma palavra feia para a professora; ela, uma mulher brava, chamou minha mãe. Ela foi no dia seguinte à escola. Falaram entre si e depois fui chamado. Minha mãe, diante da professora, explicou-me que aquilo que eu fiz foi uma coisa ruim, que não se devia fazer. A mãe fez isso com tanta doçura e me pediu para pedir perdão, diante dela, à professora. Eu o fiz e depois fiquei contente, porque disse: “terminou bem a história”. Imaginem vocês se a professora faz uma coisa desse tipo! No dia seguinte, os pais a reprova, porque os “especialistas” dizem que as crianças não devem ser repreendidas assim. As coisas mudaram! Mas os pais não devem se autoexcluir da educação dos filhos.

Um risco apresentado pelo Papa Francisco é a falta de tempo gerada pelo excesso da carga horária de trabalho. Ele observa que a vida se tornou mesquinha de tempo para falar, refletir e confrontar-se. Muitos pais e mães “sequestrados” pela vida profissional e outras preocupações sentem-se envergonhados em admitir que a chegada dos filhos traz novas exigências. Diante dessa ausência, muitos pais se aventuram em um “dialoguismo” superficial, não levam a um verdadeiro encontro da mente e do coração. Aí, o Papa propõe algumas reflexões:

“Procuramos entender ‘onde’ os filhos estão verdadeiramente em seu caminho? Onde está realmente a alma deles, sabemos? E sobretudo: queremos saber? Estamos convencidos de que esses, na realidade, não esperam outra coisa?”

Comunidades cristãs como apoio à missão educativa

O Santo Padre chama a atenção das comunidades cristãs para a responsabilidade de oferecer apoio à missão educativa das famílias, à luz da Palavra de Deus.
“Na base de tudo está o amor, aquele que Deus nos dá, que ‘não falta com respeito, não procura o próprio interesse, não fica com raiva, não faz conta do mal recebido… Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta'(1 Cor 13,5-6)”.

Suportar-se em família

Como acontece nas melhores famílias, o Papa diz que é preciso paciência para se suportar e que não há fórmulas prontas, porque a vida se faz na realidade. E aqui recordamos nossos pais que conseguiram transmitir a educação a nós com tanta simplicidade. Pais cristãos cheios de sabedoria humana mostram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. Tal ensinamento provoca uma “irradiação social”, que permite compensar lacunas, feridas, vazios de paternidade e maternidade. Esse amor que se transforma em “irradiação” pode fazer autênticos milagres como podem ser vistos na Igreja todos os dias.

Pais e mães retornem do exílio

“Desejo que o Senhor dê às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessárias para a sua missão. Se a educação familiar encontra o orgulho do seu protagonismo, muitas coisas mudarão para melhor, para os pais incertos e para os filhos desiludidos. É hora dos pais e das mães retornarem do seu exílio – porque se exilaram da educação dos filhos – e reassumirem plenamente o seu papel educativo. Esperamos que o Senhor dê aos pais esta graça: de não se autoexilar na educação dos filhos. E isto somente o amor, a ternura e a paciência podem fazer.
Santo do Dia
São Vicente

São Vicente, um grande pregador da Palavra de Deus

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.
Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus.

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

São Vicente, rogai por nós!
Nossa vida precisa de conversão diária

Precisamos de conversão e mudança de vida a cada dia

Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mateus 4, 17).

Hoje, a Palavra de Deus nos mostra que Jesus deixou Sua terra, Nazaré, onde cresceu e foi criado. Partiu para outra região, próxima ao mar da Galileia, foi viver em Cafarnaum. Ali foi sua residência e dali Ele partiu para evangelizar e anunciar o Reino de Deus, proclamar que o Reino está acontecendo, que está próximo.

Vemos duas coisas importantes na missão de Jesus. A primeira é, justamente, esse apelo na Sua pregação: “Convertei-vos!”. Toda pregação precisa ser um apelo à conversão, à mudança de vida. Toda palavra de Deus, que vem ao nosso encontro, é para mudar nossas atitudes, nossa mentalidade. Precisamos de conversão diária, precisamos nos converter a cada dia. Não é demais, pelo contrário, precisamos ouvir isso de manhã, à tarde e à noite, e deixar que a Palavra ressoe em nosso coração, para que a conversão aconteça em nós.

Por que precisamos nos converter? Porque o Reino dos Céus está muito próximo de nós, está ao nosso lado, e cada vez que nos convertemos, que nos deixamos convencer pela Palavra de Deus, tocamos no Rei, aproximamo-nos d’Ele, entramos na dinâmica do Reino dos Céus.

O Reino dos Céus é para os convertidos, para almas transformadas, para homens e mulheres mudados e renovados. O Reino dos Céus é o Reino do novo, do renovado; então, não podemos ficar com a velha mentalidade, não podemos ficar apegados aos nossos pecados, não podemos ficar apegados àquela vida velha que tínhamos. Precisamos dessa dinâmica da conversão diária em nossa vida.
Se você olhar para dentro de si, vai perceber que as fragilidades estão nos rodeando a cada dia; e por causa dessas fragilidades, precisamos da graça do Reino dos Céus para nos convertermos, porque estamos expostos ao pecado, à nossa fragilidade.

Muitas vezes, acordamos com um mau humor terrível, acordamos com ressentimentos e mágoas; carregamos dentro de nós aquela vontade de nos vingar, de desejar o mal ao outro. Só a Palavra de Deus nos envolve, leva-nos à uma conversão, para que abandonemos essas trevas. Por isso, acolha o chamado de Jesus hoje!

Precisamos de conversão e mudança de vida a cada dia, porque cada dia é uma decisão. Precisamos abraçar essa graça da necessidade de transformação interior.
Jesus chama os Seus discípulos, convida um, convida outro. Convida Pedro e seu irmão André, que estão ali pescando: “Vinde, eu farei de vocês pescadores de homens”. O chamado de Jesus é: “Segue-me!”.

Jesus está nos dizendo: “Segue-me!”; é um convite doce, suave, mas muito sério. Seguir Jesus é ir atrás d’Ele, é querer aprender com Ele como viver a vida. Cristo tinha muitos admiradores, muitas pessoas que contemplavam o Seu ministério, mas O seguir apenas para alguns seguiram.
Jesus o chamou e chama a cada dia, para que você possa segui-Lo. Ele quer cuidar de você, ensinar a converter sua vida na lógica do Reino dos Céus.

É preciso ter disposição para segui-Lo, é preciso deixar aquilo que não convém à vida de um cristão, para seguir o Senhor da nossa vida!
Hoje, precisamos acender aquela chama do primeiro chamado, o primeiro amor, aquela chama do coração de Deus que se acendeu e incendiou o nosso coração. Se um dia decidirmos segui-Lo, não vamos voltar, vamos seguir adiante, porque é para o Reino dos Céus que somos chamados e convocados. Precisamos nos converter a cada dia!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo


Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

sábado, 21 de janeiro de 2017

 Ano Mariano é para celebrar, fazer memória e agradecer, diz CNBB



Da redação, com CNBB

No contexto das Comemorações dos 300 ano do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano.

Em mensagem divulgada nesta terça-feira, 11, a presidência da entidade destaca que a celebração dos 300 anos é uma “grande ação de graças”. Desde 2014, as dioceses do Brasil se preparam para esta comemoração, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.

Para os bispos do Brasil, o gesto de percorrer cidades e periferias, lembra aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.
O Ano Mariano começa nesta quarta-feira, 12, na solenidade de Nossa Senhora Aparecida.

Leia a íntegra da mensagem:


Mensagem à Igreja Católica no Brasil
ANO NACIONAL MARIANO

Na imagem de Nossa Senhora Aparecida “há algo de perene para se aprender”. “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe” (Papa Francisco)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.

O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!

Brasília (DF), 1º de agosto de 2016

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília (DF)
Presidente da CNBB  
   
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de S. Salvador da Bahia (BA)
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

As vantagens de uma caminhada diária

                                                                    Vantagens de uma caminhada diária


Cinco vantagens de uma caminhada diária

  1. Neutraliza os efeitos de genes responsáveis pelo aumento de  peso.

Pesquisadores de Harvard estudaram  32 genes que promovem a obesidade em mais de 12.000 pessoas para determinar o quanto esses genes realmente contribuiriam  para o peso corporal. Descobriram que, entre os participantes do estudo que caminharam rapidamente por cerca de uma hora por dia, os efeitos desses genes foram reduzidos  pela metade.

  1. Reduz ansiedade por doces e chocolates

Estudos da Universidade de Exeter descobriram que, uma caminhada de 15 minutos por dia, pode eliminar os desejos de chocolate e até mesmo reduzir a quantidade de chocolate que você come em situações estressantes. Além disso, estudos recentes confirmaram  que a caminhada pode reduzir a ansiedade de ingestão de uma variedade de lanches açucarados.

  1. 3. Reduz o risco de desenvolver câncer da mama.

Já é de conhecimento científico que  qualquer tipo de atividade física atenua o risco de câncer de mama. Um estudo recente, da  American Cancer Society, revelou  que as mulheres que caminharam sete ou mais horas por semana tiveram um risco 14% menor de câncer de mama do que aquelas  que caminharam três horas ou menos por semana.

  1. Protege as articulações

Vários estudos descobriram que a caminhada reduz a dor relacionada com a artrite, e que a caminhada de 8 a 10 quilômetros  por semana pode até mesmo prevenir a artrite. A caminhada protege as articulações – especialmente os joelhos e quadris, que são mais suscetíveis a osteoartrite – por lubrificação das mesmas e fortalecimento dos músculos que as suportam.

  1. 5.  Protege contra gripes e resfriados

Andar a pé pode ajudar a protegê-lo durante a temporada de gripes e resfriados. Um estudo de mais de 1.000 homens e mulheres descobriu que aqueles que caminharam pelo menos 20 minutos por dia, pelo menos 5 dias por semana, tinham 43% menos dias de doença do que aqueles que se exercitavam uma vez por semana ou menos. No caso de ficarem doentes, a duração da gripe foi menor nas pessoas que caminhavam regularmente.

2013-01-24 21.24.15

Dr. Roque Marcos Savioli
CRMESP 22.338
Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos em 1974.
Residência Médica em 1975 e 1976 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, obtendo o título de especialista em Cardiologia, pela Segunda Clínica Médica, Serviço do Prof. Luis Vénere Décourt.
Desde 1977 é integrante do Corpo Clínico do Instituto do Coração do HC-FMUSP , atualmente lotado como Médico Supervisor da Divisão Clínica – Unidade de Cardiogeriatria. Doutor em Medicina pela FMUSP  e integrante da Sociedade Paulista e Brasileira de Cardiologia .
Escritor de vários best sellers no Brasil e no exterior e membro da  Academia Cristã de Letras e do Instituto de Geografia e História do Estado de São Paulo.

Papa escreve carta a detentos: nunca aprisionem a dignidade


Em carta a detentos de presídio em Pádua, Santo Padre pede que presos mantenham a esperança e não percam a dignidade

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

O Papa Francisco escreveu uma carta aos detentos da Casa de Reclusão Dois Palácios, de Pádua, por ocasião de uma conferência organizada recentemente pelo jornal feito pelos detentos de Pádua, “Horizontes Restritos”. Na carta, Francisco pede que os presos mantenham a esperança e nunca aprisionem a dignidade.

O Santo Padre destaca que é preciso uma conversão cultural, para que os detentos nunca deixem de ser, antes de tudo, pessoas com sua dignidade e a fim de que a pena não seja o fim de suas vidas, para que cada um possa aspirar a um futuro melhor.
Na carta dirigida a eles, Francisco escreve que imagina ver em seus olhares tantos cansaços, pesos e decepções, mas também um vislumbre da luz da esperança, que ele encoraja a não sufocar jamais.

O Papa também pede a quem tem a responsabilidade e a possibilidade que ajude os detentos a fazer com que a esperança não se apague, a fim de que prevaleça o “ser pessoa” dos detentos. “Vocês são pessoas presas, sempre o substantivo deve prevalecer sobre o adjetivo, sempre a dignidade humana deve preceder e iluminar as medidas detentivas”.

A mensagem do Papa é um encorajamento à reflexão, para que se realizem sentimentos de humanidade que possam atravessar as “portas blindadas” e a fim de que os corações nunca estejam blindados à esperança de um futuro melhor para cada um.

Francisco adverte ainda que se a dignidade é definitivamente encarcerada, não há mais espaço, na sociedade, para recomeçar e para acreditar na força renovadora do perdão. Mas é em Deus que sempre há lugar para recomeçar, frisa o Pontífice, para ser consolado e reabilitado pela misericórdia que perdoa.

Santa Inês

Santa Inês, modelo de pureza

  1. Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo

Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.

Santa Inês tinha cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus.

De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia ‘não’. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

Santa Inês, rogai por nós!