quinta-feira, 15 de junho de 2017

Jubileu de 100 Anos da Congregação


História da Congregação das Irmãs Beneditinas Missionárias



Tempo,  em que vivia São Bento (480-547), era  tempo de profunda crise, que atingiu a Europa já no início do século V. A antiga civilização caiu em ruinas (476), começava o período de guerras e confrontos causados pela  migração dos povos, e a Cidade Eterna (Roma) era dominada por novos invasores.  O caos exterior ostentava-se como pano de fundo  de uma crise ainda maior, a crise moral  que  corroía o Império Romano.

Benedito, um jovem estudante de Nursia, que naquele tempo chegou à Roma para fazer aqui os seus estudos, avaliou com muita crítica aquela situação e decidiu afastar-se para o deserto, para  buscar  uma sabedoria diferente, uma sabedoria de Deus. Em breve tornou-se fundador e legislador de uma nova ordem.

O fenômeno Benedito  (Bento)  consiste principalmente na sua sensibilidade diante daquela sua época:  ele  ‘sentiu e leu’ os sinais da sua época e ‘respondeu àqueles sinais do seu tempo’.

Não desprezando o que era velho (as conquistas antigas), ele se abriu para a nova stuação histórica, proclamando Cristo não só aos antigos habitantes do Império Romano, mas também aos invasores.

A Ordem de São Bento (beneditinos) assumiu missões dirigidas aos pagãoes, o trabalho intelectual  e também a esquecida arte de cultivo de solo. Essas regras, consolidadas e testadas em prática, São Bento  recolheu e organizou em forma de livro em volta do ano  530. Foi chamado Santa Regra.

Assim foi o início da história de São Bento  marcado pelo esforço e  sofrimento  que  - poderiamos dizer -  a nossa Congregação continua realizando hoje.

Também  nos destinos da nossa Congregação, como herdeira da obra de São Bento, não por acaso fica permanentemente  visível o sinal da cruz. Por quê?  Eis que, quase quinze séculos depois,  numa situação parecida viveu a nossa fundadora – Madre Jadwiga Józefa Kulesza.



Józefa Kulesza  nasceu em 1859 em Karabelówka, na região Podole (Ucrânia) numa família agrícola. Desde jovem ela sentia  vontade de  oferecer a sua vida a Deus.  No entanto, naquela época , obedecendo o decreto imperial do Czar (Tsar),  os conventos só podiam aceitar uma nova candidata apos a morte de uma das freiras.   A superiora do convento de Wilno (hoje a capital da Lituânia), para a qual a Józefa se dirigiu com o pedido de ingresso, concordou sob a condição, de que poderia ficar no convento  clandestinamente, enquanto não for  descoberta a sua permanencia pelas autoridades imperiais tsaristas.

O Convento em Wilno não  podia ter o niviciado, por isso a superiora mandou a candidata para Przemyśl (Galicia).  Em 1902, após regressar para o Wilno, a irmã Jadwiga em segredo fez a sua profissão de votos nas mãos da Madre Anna Gabriela Houvalt.  Alguns anos depois, provavelmente por causa da descoberta da sua permanência  neste convento, irmã Jadwiga foi obrigada a deixar Wilno.

A partir desse dia começou um longo período de peregrinação, em que dificilmente poderia-se  ver  a vontade divina.  No final, apos percorrer muitos caminhos, irmã Jadwiga chegou à Roma, onde  encontrou  uma Congregação Beneditina ativa.  Irmã Jadwiga foi acolhida pela fundadora  dessa Congregação (hoje bem aventurada) Madre Kolumba Gabriel .  No ano 1912 a irmã Jadwiga recebeu a missão de voltar para a sua terra natal,  Podole ,  e ali fundar uma filial da nova Congregação,  trabalhando lá mesmo para  conseguir os fundos necessários.

Aconteceu que logo após o seu retorno ao Podole,  a irmã Jadwiga encontrou uma  senhora chamada  Jadwiga Aleksandrowicz, que tinha fundado recentemente um orfanato,  e esta  confiou para ela os cuidados com a instituição.

Irmã Jadwiga assumiu o trabalho e serviço com muita dedicação e autenticidade de uma vida  religiosa. Logo começou a ser ajudada por  algumas voluntárias que – como se mostrou - tornaram-se  primeiras candidatas à vida religiosa.

Irmã Jadwiga durante todo esse tempo ajudava-as a aperfeiçoar o trabalho com as crianças, zelando ao mesmo tempo pelo desenvolvimento e progresso da vida interior.

A derrota da Rússia na I Grande Guerra Mundial mudou também a situação dos conventos e congregações.  A partir dai,  a irmã Jadwiga podia usar o hábito e solicitar a permissão para abrir o noviciado. Recebeu a permissão do Dom Ignacy Dubowski  e graças a isso já no dia 17 de junho de 1924 em Biała Cerkiew (nas redondezas de Kiev) foi realizada pela primeira vez a cerimônia de  entrega e vestimento de hábito religioso. Irmã Jadwiga tornou-se madre superiora, e o pe. Antoni Jagłowski  foi nomeado capelão da Congregação.

O bispo considerava a casa em Biała Cerkiew  como início de uma nova Congregação, e Madre Jadwiga considerava-a como filial da Congregação das Irmâs Beneditinas da Misericórdia. Esse fato  transformou-se  em causa de muitos sofrimentos da Madre e até da saída temporária da Congregação.

A grande dificuldade de contato com a Madre Kolumba (que estava em Roma) e, depois,  a sua morte em 1926 contribuiram para a solução desse dilema.  Em 1927 Madre Jadwiga voltou à  Congregação  fundada por ela  que,  inicialmente, teve como carisma o zelo  e cuidado pelas crianças órfãs, vítimas  da I Grande Guerra.

As irmãs trabalhavam também  como catequistas e desenvolviam diversas formas de  trabalho pastoral , sobretudo com as adolescentes e moças.

Em Łuck (hoje Ucrânia) e Kowno (hoje Lituânia) foram construidos dois grandes orfanatos, onde foi introduzido um moderno sistema pedagógico e educativo.

Após  II Guerra Mundial houve mudança de fronteiras e isso obrigou as Irmãs a se transferir, junto com as crianças órfãs  para o território da Polônia. Precisava construir tudo desde o início. A Congregação rapidamente organizou os orfanatos em Puławy, Kwidzyn, Ełk e Zagórów.  No entanto, nos anos sessenta as autoridades comunistas  ou fecharam  essas instituições, ou as transformaram em Casas para as crianças com as deficiencias mentais.  A Congregação  recebeu esse fato como um sinal do tempo, desenvolvendo gradualmente novas formas de trabalho com essas crianças.

Atualmente as Irmãs desenvolvem o seu trabalho apostólico na Polônia e no exterior (Brasil, Equador, Ucrânia), realizando vários típos de trabalho pastoral, de acordo com a Regra de São Bento:  “Que em tudo Deus seja louvado” (RB 57)

(Tradução de polonês)


terça-feira, 13 de junho de 2017

100 Anos da Congregação das Irmãs Beneditinas Missionárias


PROGRAMAÇÃO

24 de Junho de 2017

11.00 - Missa Jubileu  presidida pelo Abpº Wojciech Polak ( Metropolita de Gniezno)
Paróquia São Vicente de Paulo
Rua  Mikołaj Kopernik  nr1  em Otwock - POLÔNIA

12.30 - Lanche

14.30 – Espetáculo "Caminho da Madre Jadwiga" 
Casa da Cultura
Rua Józef Poniatowski nr 10  em Otwock

16.00 – Concerto Jubileu   “Corações no coração” ("Serca w Sercu") sob direção de Piotr Pałka 
Paróquia São Vicente de Paulo 

Rua Mikołaj Kopernik nr1 em Otwock

Daqui a alguns dias – exatamente no dia 24 de junho de 2017. – vamos celebrar 100 Anos da Congregação das Irmãs Beneditinas Missionárias.

Convidamos para Otwock






domingo, 9 de abril de 2017

Como viver a Semana Santa?




A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, interiorização e abertura do coração e da mente para o Deus da vida


Iniciamos, no Domingo de Ramos, mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém. Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel, quando todos se voltam para a cena da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, interiorização e abertura do coração e da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e reconstrução da espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e a segurança no caminho natural da história de vida com mais objetividade e firmeza.

As dificuldades encontradas não são fracasso nem caminho sem saída; elas nos levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis. Foi o que aconteceu com Cristo, no trajeto da Paixão, culminando com Sua morte na cruz. Em todo o caminho, Ele passou por diversos atos de humilhação.
A estrada da cruz foi uma perfeita revelação da identidade de Jesus. Ele teve de enfrentar os atos de infidelidade e rebeldia do povo que estava sendo infiel ao projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre malfeitores. Jesus partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de sua época.

Associar ao sofrimento de Cristo


Na Semana Santa, devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas famílias e pessoas violentadas em nosso tempo. Podemos dizer da violência armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente etc.
Jesus foi açoitado, esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido. O detalhe principal é que nenhum sofrimento O fez desistir de Sua missão nem ter atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte que a vingança.
Devemos aprender com Ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.

Dom Paulo M. Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

domingo, 12 de março de 2017





"Ouvir o outro requer paciência 
e atenção", diz Papa

Em encontro com os voluntários do “Telefone Amigo Itália” o Papa afirmou que Deus é o melhor exemplo de escuta: “cada vez que rezamos, Ele nos ouve”

Da redação, com Rádio Vaticano

Neste sábado, 11, o Papa Francisco recebeu no Vaticano os voluntários do “Telefone Amigo Itália”, por ocasião dos seus 50 anos de atividades. No seu discurso, aos cerca de 400 presentes na Sala Clementina, no Palácio Apostólico o Santo Padre afirmou que essa Associação está comprometida a apoiar todos aqueles que se encontram em condições de solidão, confusão e que necessitam de escuta, compreensão e ajuda moral.
“Trata-se de um serviço importante, especialmente no contexto social de hoje, marcado por múltiplas dificuldades cujas origens muitas vezes se encontram no isolamento e na falta de diálogo”, disse o Papa.

Indispensável promover o diálogo e a escuta

As grandes cidades, apesar de serem superpovoadas, são emblemáticas de um gênero de vida pouco humano à qual os indivíduos estão se acostumando: indiferença generalizada, comunicação cada vez mais virtual e menos pessoal, falta de valores sólidos sobre os quais basear a existência, cultura do ter e do aparecer, continuou Francisco, reafirmando que é indispensável promover o diálogo e a escuta.
“O diálogo permite conhecer e entender as recíprocas necessidades. Primeiro, demostra um grande respeito, porque coloca as pessoas em um comportamento de abertura recíproca, para receber os aspectos melhores do interlocutor. Além disso, o diálogo é expressão de caridade, porque, mesmo não ignorando as diferenças, pode ajudar a buscar e compartilhar caminhos em busca do bem comum”.

Dialogar ajuda as pessoas a humanizar as relações

O Santo Padre acrescentou que através do diálogo, “podemos aprender a ver o outro não como uma ameaça, mas como um dom de Deus, que nos interpela e nos pede para ser reconhecido”.
“Dialogar ajuda as pessoas a humanizar as relações e a superar mal-entendidos. Se houvesse mais diálogo, um diálogo real nas famílias, no ambiente de trabalho, na política, seriam resolvidas mais facilmente tantas questões”, afirmou o Santo Padre.

Ouvir o outro requer paciência

Francisco continuou dizendo que a condição do diálogo é a capacidade de escutar, que infelizmente não é muito comum. Ouvir o outro requer paciência e atenção. Somente quem sabe se calar sabe escutar: escutar Deus, escutar o irmão e a irmã que precisam de ajuda, escutar um amigo, um membro da família.

“O próprio Deus é o melhor exemplo de escuta: cada vez que rezamos, Ele nos ouve, sem pedir nada e até mesmo nos precede e toma a iniciativa em atender os nossos pedidos de ajuda. A atitude de escuta, da qual Deus é o modelo, exorta-nos a derrubar os muros dos mal-entendidos, a criar pontes de comunicação, superando o isolamento e o fechamento no nosso mundo pequeno”.


O Papa finalizou afirmando que através do diálogo e da escuta podemos contribuir à construção de um mundo melhor, tornando-o lugar de acolhida e respeito, contrastando assim as divisões e os conflitos.

A importância da participação da Missa na paróquia


Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: “Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus”. A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.




Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: “Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações” (cf. Atos 2, 41-42).

Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.

Lembro-me, com muito carinho, da minha “paróquia mãe”, a Catedral de Sant’Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d’Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: “Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.

D.40.1  Celebração dominical, centro da vida da Igreja:

§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. “O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência.”

“Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos”.

Domingo primeiro dia da semana

§1166 “Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo”. O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia” em que Cristo, depois de seu “repouso” do grande sábado, inaugura o dia “que O Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.

§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os ‘regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.

Domingo dia principal da celebração eucarística:

§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.

D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:

§1389 A Igreja obriga os fiéis “a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos” e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.

§2042 O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.

Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?

Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.

Fonte: http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/a-importancia-da-participacao-da-missa-na-paroquia/ 


A oração transfigura nossa vida




HOMILIA DIÁRIA

A oração transfigura nossa vida

A oração nos abastece e nos alimenta, a oração nos refaz, muda o nosso semblante e nosso interior.  “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha”(Mateus 17, 1).

Veja que maravilha, estamos no contexto do tempo da Quaresma. Alguns podem pensar que a Quaresma é apenas um tempo que nos conduz à Paixão de Jesus. É um erro, uma ilusão, um engano, pois a Quaresma nos conduz para o alto da Ressurreição de Jesus; a Quaresma é o tempo que nos conduz pelo caminho da vida nova da Ressurreição de Cristo.

É verdade que não iremos passar ou chegar à ressurreição simplesmente burlando o caminho, porque, o caminho que nos conduz à Páscoa de Cristo passa pela Sua Paixão, passa pela Sua Via-sacra, passa por todo sofrimento que O espera em Jerusalém.

O Senhor nos acalenta, reconforta-nos, Ele nos dá sempre o sentido da glória! Por isso, neste domingo, meditamos a Transfiguração de Jesus.

E o que é a transfiguração? Contemplar de forma antecipada a glória que Cristo irá viver! Eles [discípulos] estão vendo resplandecer o rosto de Cristo que brilha como o sol, as Suas roupas ficaram tão brancas com a luz, mas não é a luz que conhecemos da nossa casa. É uma luz celeste, que é impossível descrever aquela brancura. É essa glória que nos espera, é esse o corpo glorioso que Deus quer para nós, é essa vida gloriosa que o Senhor prepara para cada um de nós!

Deixe-me dizer a você: é preciso que tenhamos os olhos voltados para o Céu, é preciso que caminhemos em meio às Vias-sacras da nossa vida sem perder a perspectiva que nos aguarda, que é a vida gloriosa na presença do Nosso Deus.

Deus não preparou para nós sofrimentos eternos. Ele vem caminhar conosco para nos ajudar a caminhar a cada dia, carregando a nossa cruz. Mas não é uma cruz que nos conduz para baixo, para nos derrubar. É uma cruz que nos eleva para a presença de Deus. Por isso, que neste caminho que nos conduz até Jerusalém, Jesus leva os Seus principais discípulos a uma alta montanha e ali se transfigura na presença deles.

Jesus quer se transfigurar a nossa presença, Ele quer fazer resplandecer a Sua glória, o Seu rosto glorioso diante da nossa face enrugada, sofrida e machucada para que nós também sejamos transfigurados. De que maneira Ele realiza isso? Pela força, pelo poder da oração; quando somos capazes de nos recolhermos, de sairmos do nosso cotidiano e irmos a um lugar à parte. Como é importante esse lugar à parte, distante de tudo aquilo que estamos fazendo do nosso cotidiano para nos colocarmos somente na presença de Deus.

A oração transfigura nossa vida, a oração nos configura a Cristo, a oração nos coloca íntimos a Ele, a oração nos faz contemplar o Céu já na terra. A oração antecipa as realidades futuras para o tempo presente, a oração nos abastece e nos alimenta, a oração nos refaz, muda o nosso semblante e nosso interior.

Quantas vezes levantamos com um sentimento negativo, com o sentimento de fazer coisas erradas, e quando nos jogamos na oração, o nosso ser é transfigurado pela graça de Deus!
Hoje, Jesus quer nos levar a montanha sagrada para fazer resplandecer em nós a Sua face gloriosa. Contemplemos o Cristo presente e vivo no meio de nós!

Deus abençoe você! 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Reflexão sobre a Quarta-feira de Cinzas

             

Reflexão sobre a Quarta-feira de Cinzas 

Quarenta dias antes da Páscoa, a Igreja abre solenemente o tempo de penitência, chamado Quaresma, em preparação para a celebração da Páscoa. É a Quarta-feira de Cinzas, entre nós bastante prejudicada pelo carnaval.


Neste dia, após a Liturgia da Palavra, em que se proclama o trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula tradicional: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”. Numa das orações de bênção das cinzas se diz: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.

A origem das cinzas usadas tem seu significado. Elas são preparadas pela queima de palmas usadas na procissão de Ramos do ano anterior. Lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo. Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participarão também da vida que ressurge das cinzas.

Aqui vale a pena lembrar uma lenda egípcia. Fênix era uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, queimada, renascia das próprias cinzas. Foi fácil perceber que ela é símbolo da ressurreição de Cristo e dos que aceitam viver na atitude de Cristo.

Certamente não é fácil aceitar ser cinza. Contudo, a fé em Jesus Cristo ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Jesus Cristo faz brotar a vida, onde o ser humano reconhece sua condição de criatura necessitada da ação de Deus. É entrar na atitude pascal.

Esta páscoa se vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola.
A imposição das cinzas não constitui um mero rito a ser repetido a cada ano. É celebração da vocação do ser humano, chamado à imortalidade feliz, contanto que realize o mistério pascal de morte e vida em sua vida fraterna.

*Texto de “Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Tempo da Quaresma


Tempo da Quaresma

Na próxima quarta-feira, iniciaremos o período da Quaresma. O tempo da Quaresma vai da Quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. "Tanto na liturgia quanto na catequese esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal" (SC, nº 109).

Anotações:

1. Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores; o toque de instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as solenidades e festas.
2. A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar cor-de-rosa (IGMR, n.308f).
3. Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
4. Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
5. As memórias obrigatórias que ocorrem neste tempo podem ser celebradas como memórias facultativas (cf. Anotações Gerais 2.4). Não são permitidas missas votivas.
6. Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa, deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos que se abstenham de demasiada pompa.
Notas para a Quarta-feira de Cinzas:
1. Dia de jejum e abstinência.
2. Na Missa, depois do Evangelho e da homilia, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveira ou outras árvores, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. O ato penitencial se omite.
3. A bênção e imposição das cinzas também podem ser feitas sem Missa; neste caso, oportunamente, precede uma Liturgia da Palavra, aproveitando o canto de Entrada, a Coleta e as leituras da Missa com seus cantos; depois da homilia, são bentas as cinzas e impostas, e o rito termina com a oração dos fiéis.

Fonte: Diretório da Liturgia 2017, CNBB, p.65-66

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017 na quarta-feira, em Brasília



"Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida" é o tema desta edição

Com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O lançamento será na sede da entidade, em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelas emissoras de TV de inspiração católica, a partir das 10h45.

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. "Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

A cerimônia de lançamento contará com as presenças do arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, do secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, e do secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte.

No Brasil, a Campanha já existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre acontece na Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentarem três práticas penitenciais: a oração, o jejum e a esmola.

Material
Para ajudar nas reflexões sobre a temática, são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal. Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o documento faz uma abordagem dos biomas, suas características e contribuições eclesiais na defesa da vida e cultura dos povos originários de cada bioma brasileiro. Também são apresentadas considerações ecológicas sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos para esta edição, sendo o principal a Coleta Nacional de Solidariedade.

Os subsídios da CF 2017 estão disponíveis no site da editora Edições CNBB. É possível fazer o download do arquivo com todas partituras das músicas da CF 2017 e da Quaresma, entre elas o Hino Campanha, de autoria do padre José Antônio de Oliveira e Wanderson Freitas. Os interessados poderão baixar ainda o cartaz da CF e os spots de rádio, TV e internet preparados para a ocasião.